Luanda – Os médicos nefrologistas alertam que a prevenção da doença do rim pode diminuir os gastos do Governo no tratamento dos enfermos, que ronda os 18 milhões de dólares americanos com os cuidados de cerca de 600 doentes de insuficiência renal crónica no país.
O alerta foi feito hoje, em Luanda, pelos especialistas da área no dia em que se comemora o Dia Mundial da Doença do Rim, que teve o seu acto nacional no Centro de Saúde da Ilha de Luanda, na presença da vice-ministra da Saúde, Evelize Frestas.
A margem do encontro, a vice-presidente da Associação Angolana de Nefrologia, Susana Casta, fez saber que a maior parte dos doentes do rim estão em Luanda por ser a única província que faz tratamento para pessoas com insuficiência renal.
Para ela, o diagnóstico da doença renal não precisa ser feito por um médico especialista, daí que a principal tarefa da associação é a de levar aos postos e centros de saúde a informação sobre este diagnóstico precoce que passa por um teste para medir o açúcar no sangue ou teste da urina, suficientes para se ver se a pessoa é portadora da doença.
“O grande projecto dos médicos da área é continuar a sensibilizar a população de modo a pautar por hábitos de vida saudável, frequência ao médico, a medição da tensão arterial e para os hipertensos e diabéticos devem ter mais frequência, porque os seus estados tendem a evoluir para insuficiência renal”, explicou.
Segundo a nefrologista, as pessoas devem evitar ir ao médico em fase terminal da doença, seja quando já necessitam de tratamento artificial para a função renal, porquanto o tratamento dura para toda vida, a não ser que se faça um transplante, daí o impacto socioeconómico da doença.