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12-03-2010 13:36

Kwanza Norte
Mulheres afluem pouco às consultas de planeamento familiar

 

Dondo - O director do hospital municipal de Kambambe, província do Kwanza Norte, João Mendes, apontou hoje, no Dondo,  o desconhecimento da importância do planeamento familiar por parte de mulheres em idade fértil, como principal causa de gravidez indesejada e dos casos elevados dos partos de risco.

 


Em declarações hoje à Angop, João Mendes referiu que no hospital de Kambambe se tem registado fraca aderência de mulheres às consultas de planeamento, factor que tem contribuido, com frequência, para o elevado número de gravidez precoce, sobretudo de mulheres em idade fértil que se recusam a estes serviços, ignorando as vantagens que o mesmo oferece.

 


De acordo com a fonte, muitas senhoras ignoram a importância ou não usam o preservativo, sob protesto de perderem a natalidade.

 


João Mendes disse ainda ser ainda frequente o registo de mulheres que, devido a falta de consciência sobre a importância do planeamento, recorrem à prática de abortos provocados, expondo-se a vários riscos de vida e consequente perda da capacidade reprodutiva.

 


O médico manifestou-se ainda preocupado com frequente aumento de casos de gravidez em mulheres com idade acima dos 40 anos, que insistem na reprodução, mesmo após aconselhadas sobre os riscos de hemorragias graves ou de morte a que estão expostas devido a idade avançada.

 


Este comportamento, referiu, resulta da observância de normas impostas por algumas religiões, segundo as quais "é contra Deus impedir a reprodução", associada a vergonha sob pena de serem entendidas como tendo mais de um parceiro.

 


A par deste comportamento das mulheres, o responsável sublinhou a ausência dos maridos, que abdicam em acompanhar as esposas às consultas de planeamento.

 


Explicou que o planeamento familiar visa apenas regular os intervalos de reprodução, a fim de estabilizar o organismo a estar apto para uma próxima gravidez ou regular para que a mesma ocorra no momento desejado pelos cônjuges.

 

 

Informou que no hospital municipal de Kambambe são atendidas mensalmente cerca de 200 mulheres em consultas pré-natal, das quais apenas 30 aderem ao planeamento familiar.

 






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