Cabinda - O director clínico em exercício do Hospital Provincial de Cabinda, Francisco Moreira, reconheceu hoje, nesta cidade, que o aumento da malária na população local, com destaque para as crianças, deve-se ao reduzido leque de programas de prevenção e combate à doença.
Falando à Angop, o responsável solicitou que o governo da província, a Secretaria de Saúde e o seu departamento da Saúde Pública criem mais programas de fumigação e distribuição de mosquiteiros, por forma a melhor prevenir-se os cidadãos e evitar a propagação da doença.
"Pedimos apoio urgente, porque a malária em Cabinda tornou-se a endemia que mais mortalidade está a causar às crianças. É necessário prevenir o contágio, combatendo as áreas de reprodução do vector", referiu.
O médico considerou que a actual realidade da unidade hospitalar é outro motivo pertinente que merece atenção das autoridades de direito, no que diz respeito à falta de espaço, para que a assistência médica e medicamentosa seja efectivamente salutar, salve e elimine as doenças endémicas.
"Estamos a assistir nos últimos meses uma enchente nas várias áreas que o hospital tem, sobretudo na pediatria, porque os nossos pacientes acorrem mais a essa unidade, invés de irem aos centros e postos da periferia", lamentou.
Salientou que a pediatria de Cabinda tem capacidade de internar 34 pacientes, mas acolhe um número superior a 250 petizes com diferentes patologias, com destaque para a malária.