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09-03-2010 16:41

Saúde
Hospital Sanatório de Luanda aumenta número de médicos

Angop
Vista parcial do Hospital Sanatório
Vista parcial do Hospital Sanatório
Luanda - Dez vagas para a admissão de médicos assistentes nas especialidades de pediatria, pneumologia e medicina interna estão abertas desde o dia 1 deste mês, no Hospital Sanatório de Luanda (HSL), no âmbito do concurso público para quadros da saúde.
 
 
 
Em declarações à Angop, o director-geral do HSL, Afonso Wete, disse que existem cinco vagas para especialistas em pediatria, pneumologia e medicina interna, enquanto outras cinco para médicos em regime de internato.
 
 
 
Para além destas vagas, existem outras 17 para enfermeiros, sendo duas para técnicos superiores e 15 para os de nível médio, cujas inscrições terminam apenas em Maio deste ano.
 
 
 
Entretanto, Afonso Wete disse que, mesmo com a admissão destes técnicos, as necessidades do hospital em termos de quadros não serão satisfeitas, pois necessita de pelo menos 30 médicos, numa primeira fase. A instituição possui 11 médicos.
 
 
 
Acrescentou que os mecanismos utilizados pelos Ministérios do Trabalho, Saúde e o Tribunal de Contas obstaculizam a admissão de médicos nos hospitais públicos, devido as exigências, como, por exemplo, o técnico ter que trabalhar antes na periferia.
 
 
 
Esta situação, frisou, faz com que muitos médicos optam por instituições privadas, que nada fizeram para a sua formação, em detrimento das públicas.
 
 
 
Para o médico, a necessidade de mais técnicos deve-se pelo facto de o HSL atender diariamente 50 doentes no Banco de Urgência e 200 em consultas externas, para além dos 250 internados.
 
 
 
Este número, que reduziu devido à obras de reabilitação das suas infra-estruturas, deverá aumentar a partir do próximo mês, data aprazada para a abertura de dois pisos restaurados e equipados. Por exemplo, em 2009, foram internados 2.031 doentes, enquanto em 2008, 2.212, devido ao limitado número de camas.
 
 
A entrada em funcionamento de mais enfermarias vai, segundo Wete, melhorar a qualidade dos serviços prestados e, sobretudo, diminuirá o índice de mortalidade por tuberculose, pois os doentes graves que necessitam de mais cuidados e que fazem o tratamento em casa por falta de espaço serão internados.
 
 
 
Por exemplo, em 2009, foram internados 2.031 doentes, enquanto em 2008, 2.212, devido ao limitado número de camas, situação que deve estar na base de algumas mortes registadas, que se alia a falta de uma unidade de cuidados intensivos e da chegada tardia de muitos doentes.
 
 
 
Acrescentou que, fruto da melhoria dos serviços de diagnóstico, 1.265 doentes internados em 2009 saíram curados.
 
 
 
De 34.365 doentes atendidos em 2009, dois mil 101 tinham tuberculose, 911 VIH/Sida, 983 malária e dois mil 719 outras doenças respiratórias.              





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