Luanda – A Comissão Nacional Eleitoral considera que a postura que a UNITA tem assumido visa criar falsas contróversias políticas e substimar o trabalho desencadeado pela CNE em prol da lisura do processo eleitoral, ao contrários de outras formações políticas concorrentes ao pleito de 31 de Agosto.
A afirmação é da porta-voz daquela instituição, Júlia Ferreira, durante uma conferência de imprensa conjunta com uma delegação da UNITA, após uma audiência que o presidente da CNE, André da Silva Neto, concedeu ao líder do referido partido, Isaías Samakuva.
Segundo disse, a CNE tem feito um esforço significativo que está a ser enaltecido por outros partidos concorrentes, devido ao cumprimento dos prazos que estão estabelecidos na Lei para a concretização do processo eleitoral.
No encontro, o mandatário da UNITA, José Pedro Kachiungo, disse que o seu partido tem constatado que a CNE faz trabalhos nocturnos, sem a presença dos mandatários dos partidos políticos.
Em resposta à esta acusação, Júlia Ferreira afirmou que todas as pessoas afectas à instituição têm exercido o seu trabalho afincadamente, estando imbuídos do dever de profissionalismo, sentido de Estado e do dever do bem cumprir, de forma a promover um processo eleitoral com lisura.
“Todo o processo eleitoral tem sido conduzido com transparência e espírito democrático no sentido de se cumprir o que está consignado na Constituição e na Lei (Eleitoral)”, sublinhou.
Neste contexto, salientou que ainda que houvesse aspectos que a UNITA pretendesse ver reconhecidos, aquele partido não deve impor, nem a CNE tem obrigação de aceitar tudo aquilo que a UNITA pretende em relação ao processo eleitoral.
“O sentido e o espírito da Lei deve prevalecer, pois é isso que interessa a todos nós angolanos”, concluiu.