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17-08-2012 9:17

Efeméride
Gaboneses comemoram hoje 52 anos de independência

Angop/Divulgação
Bandeira da República do Gabão
Bandeira da República do Gabão

Luanda - Gaboneses comemoram hoje, 17 de Agosto, o quinquagésimo segundo aniversário da independência da colónia francesa, proclamada em 1960.

 


Os primeiros europeus a chegarem ao actual Gabão foram comerciantes portugueses, que chegaram à região no século XV, e deram à região o nome de "Gabão" (uma espécie de casaco, cujo formato lembrava o do estuário na foz do rio Komo).

 


A costa gabonesa tornou-se num entreposto de escravos. Logo vieram, no século seguinte, os comerciantes holandeses, britânicos e franceses.

 


A França assumiu o “status de protectora" do território gabonês após assinar tratados com os chefes tribais locais em 1839 e 1841.

 


No ano seguinte, missionários norte-americanos estabeleceram uma missão em Baraka (a actual cidade de Libreville, capital do país) em 1842. Em 1849, os franceses capturaram um navio de escravos e libertaram-nos na embocadura do rio Komo. Os escravos libertos baptizaram o assentamento de Libreville (cidade livre, em francês).

 


Os exploradores franceses penetraram as densas selvas gabonesas entre 1862 e 1887. A França ocupou formalmente o Gabão em 1885, mas só começou efectivamente a administrá-lo em 1903.

 


Em 1910, o Gabão se tornou um dos territórios da África Equatorial Francesa, uma federação que existiu até 1959 e se tornou independentes a 17 de Agosto de 1960.

 


O primeiro presidente eleito do país foi Leon M'Bá, em 1961. Quando M'Bá morreu, em 1967, foi substituído por Omar Bongo, que governou até sua morte, em 2009, ostentando o recorde de governantes há mais tempo no poder em um país africano.

 


Quase toda a população gabonesa, estimada em cerca de 1.208.436 pessoas, é de etnia bantu. O país tem cerca de 40 grupos étnicos com línguas e culturas separadas. O maior de todos estes grupos é o fang. Outros grupos incluem os myene, bandjabi, eshiras, bapounous e okandé.

 


A língua francesa é a oficial. Mais de 10 mil franceses vivem no Gabão, e as influências culturais e comerciais da França predominam.

 


Em Março de 1991 foi adoptada uma nova constituição que prevê uma declaração de direitos de estilo ocidental, a criação de um Conselho Nacional de Democracia para supervisionar e garantir esses direitos e um conselho consultivo governamental para assuntos económicos e sociais.

 


Eleições legislativas multipartidárias realizaram-se em 1990-1991, apesar de nessa altura ainda não se ter formalizado a legalização dos partidos da oposição.

 


O presidente do Gabão, El Hadj Omar Bongo, foi reeleito em Dezembro de 1998 conquistando 66% dos votos. Embora os principais partidos da oposição tenham feito acusações de que as eleições foram manipuladas, não se assistiu à turbulência que se seguiu às eleições de 1993.

 


O presidente mantém vastos poderes, tais como a capacidade de dissolver a Assembleia Nacional, de declarar o estado de sítio, de adiar legislação, de determinar a realização de referendos e de nomear e demitir o primeiro-ministro e os membros do governo.

 


As eleições, ocorridas em 30 de Agosto de 2009, deram vitória a Ali Bongo Ondimba, filho do antigo presidente.

 


O Gabão é um país africano limitado a norte pelo território da Guiné Equatorial e pelos Camarões, a leste e a sul pelo Congo e a oeste pelo Oceano Atlântico e pelo Golfo da Guiné, por onde é vizinho próximo de São Tomé e Príncipe e da ilha de Pagalu (Guiné Equatorial). A capital é Libreville.

 


Tem uma renda per capita 4 vezes maior que os países vizinhos. Isto ajudou a reduzir os índices de pobreza extrema mas, devido à desigualdade de distribuição de renda, uma boa parcela da população permanece pobre.

 


O país dependia da produção de manganês e de madeira até que o petróleo foi descoberto em sua costa na década de 1970. O petróleo representa hoje 50% do Produto Interno Bruto e 80% das exportações.
 

 

Cerca de 60% da força de trabalho do país está na agricultura. Há poucas indústrias de transformação no país. Um dos motivos é o seu reduzido mercado interno. Outros são a sua dependência do mercado francês e o seu pouco contacto comercial com países vizinhos.

 






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