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10-08-2012 22:28

Resumo/Eleições
Estrutura organizacional do MPLA facilita campanha

Luanda - A estrutura orgânica do MPLA continua a ser determinante para este partido levar a mensagem eleitoral a todas as regiões do país, ao contrário dos concorrentes que têm concentrado a sua actuação na capital e em algumas províncias, daí que o partido no poder consegue realizar actos em simultâneo em várias regiões.

 

 

Deste modo, através das suas estruturas intermédias e de base, o MPLA continua a sua campanha eleitoral, tentando convencer os eleitores para votar nele no dia 31 de Agosto.

 

 

No 11º dia campanha eleitoral, o secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “ Dino Matrosse", reafirmou, no município do Virei, província do Namibe, que o seu partido vai prosseguir com o programa de construção e reconstrução de escolas e hospitais, entre outras infra-estruturas sociais, com vista a melhoria das condições de vida da população.

 

 

Falando num acto de massas, Dino Matross adiantou que "em cada município da província estão a ser construídas 200 casas, e isto é sinónimo de desenvolvimento. "Nós vamos continuar com este progresso “, disse.

 

 

Disse que o MPLA tem estado a desenvolver várias actividades a nível das províncias, municípios, comunas e aldeias, com um único objectivo de sensibilizar os militantes, simpatizantes e amigos para votarem no MPLA.

 

 

No Kwanza Norte, o membro do comité central do MPLA, José Alberto Quipungo, reafirmou a contínua aposta do seu partido na preservação da paz e fortalecimento da democracia, tendo em atenção os níveis de desenvolvimento alcançados ao longo dos últimos dez anos.

 

 

Falando na abertura oficial da campanha do MPLA de "caça ao voto" no sistema porta-a- porta, decorrida na localidade de Cassequel (comuna de Massangano), sublinhou que, com a paz, o governo tem desenvolvido várias acções nos mais diversos domínios, elevando o grau de credibilidade do país no exterior.

 

 

Já o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, chegou sexta-feira a Saurimo, Lunda Sul, a frente de uma delegação do secretariado do bureau político do partido, no âmbito do programa da campanha eleitoral do partido.

 

 

Em declarações a imprensa, o político explicou que “viemos para dar continuidade a nossa acção como partido político no quadro da mobilização dos militantes, simpatizantes e amigos para que apoiem massivamente o MPLA e o camarada presidente José Eduardo dos Santos”.

 

 

A secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), Luzia Inglês, trabalhou no município de Caimbambo, 116 quilómetros a sul da cidade de Benguela, onde manteve encontros com as autoridades locais do partido e do governo.

 

 A dirigente da organização feminina do MPLA visitou, na sede do município, obras de impacto social, com realce para os 200 fogos habitacionais, hospital municipal de referência reabilitado e ampliado, centro de tratamento de tuberculose, agência do BPC e do balcão único do empreendedor (BUE).

 

 

No Moxico, o MPLA prometeu lutar por uma melhor distribuição do rendimento nacional, através do aumento da oferta de emprego, do salário mínimo e da melhoria das condições de vida das populações, prestando particular atenção às crianças, mulheres, idosos, portadores de deficiências, desmobilizados e antigos combatentes e veteranos da pátria.

 

 

Em Luanda, o Secretariado Provincial da JMPLA está a implementar uma campanha contínua de sensibilização porta-a- porta para o voto no MPLA nos municípios de Luanda, Cazenga, Icolo e Bengo e Viana, que se consubstancia na distribuição de material de propaganda e explicação do Programa de Governação para 2012/2017 e respectivo Manifesto Eleitoral.

 

 

A campanha iniciou no município do Icolo e Bengo, na última segunda-feira, e prosseguiu hoje no município de Viana, durante a qual os activistas da JMPLA informam igualmente os cidadãos como devem agir para que o voto seja validado.

 

 

Por seu turno,  a UNITA persiste na campanha nos mercados de Luanda, tendo se deslocado ao mercado do Kikolo, no município de Cacuaco, onde mobilizou vendedores e clientes, numa actividade orientada pelo vice-presidente do partido, Ernesto Mulato.

 

 

Na ocasião, os dirigentes e membros desta formação política interagiram com vendedores, ao mesmo tempo que militantes distribuíam material de propaganda e explicavam resumidamente o essencial do seu programa de governação e manifesto eleitoral, na tentativa de persuadi-los a optar pela UNITA no dia da votação.

 

 

Falando à imprensa no final da actividade que se estendeu ao mercado do Catinton, na localidade do Rocha Pinto, arredores de Luanda, o vice-presidente, Ernesto Mulato, manifestou-se convicto no desenrolar de um trabalho que, na sua opinião, poderá resultar na mudança governativa almejada por este partido.

 

 

Por seu lado, a  FNLA  inaugurou, em Caxito, província do Bengo o seu comité, em acto orientado pelo seu presidente, Lucas Benghim Ngonda.

 

 

Na ocasião, o político sublinhou que a inauguração do comité provincial do partido, naquela parcela do país, simboliza o início da reimplantação das estruturas a nível do Bengo, pelo que espera dos seus militantes maior mobilização e trabalho, para que os ojbjectivos sejam atingidos.

 

 

O Partido de Renovação Social (PRS) garantiu ter material suficiente de propaganda política diversa para sustentar a sua campanha eleitoral em diversas regiões do país, até ao seu final.

 

 

"Só a nível da província de Luanda, temos material que chega, com mais de sete contentores para assegurar os nossos trabalhos de campo nesta fase, tudo porque começamos a organizar este trabalho desde 2008 ", disse o coordenador adjunto da campanha eleitoral do círculo provincial de Luanda, Kamone Wa Kamone.

 

 

Para reforçar a campanha eleitoral, o partido começou hoje a distribuição de trezentos e oitenta e duas motorizadas aos secretários municipais, comunais e distritais, em Luanda, para facilitar a deslocação dos mobilizadores às zonas de difícil acesso, nos sete municípios da capital.

 

 

Os meios de locomoção foram entregues momentos depois da reunião do secretariado provincial da organização que traçou estratégias de mobilização de militantes, simpatizantes e amigos para aderirem ao comício do dia 12 (domingo), a ser orientado pelo seu cabeça de lista, Eduardo Kuangana.

 

 

O vice-presidente do partido da FUMA, Geraldo Pereira João da Silva, enalteceu hoje em Ndalatando, província de Kwanza Norte, a "postura cívica e democrática" demonstrada por vários partidos durante as primeiras duas semanas da campanha eleitoral.

 

 

Geraldo da Silva teceu estas considerações durante o acto que marcou a inauguração da sede provisória do partido FUMA na província, localizada no bairro Kilamba (periferia de Ndalatando) e a apresentação do programa de governo e manifesto eleitoral do partido aos militantes e simpatizantes da Coligação.

 

 

O CPO no seu espaço de antena, na Rádio Nacional de Angola, defendeu a criação de pequenas indústrias transformadoras, através de cooperativas no campo para evitar a deterioração dos produtos por falta de escoamento.

 

 

 “Seria bom que o governo a sair desse pleito pudesse incentivar a criação de cooperativas no campo e pequenas indústrias transformadoras para se colmatar as dificuldades de escoamento dos produtos.”, afirmou Anastácio Finda no seu tempo de antena radiofónico de hoje.

 

 

A Coligação Nova Democracia (ND) - União Eleitoral, pretende, caso vença às eleições gerais de 31 de Agosto, focalizar as suas atenções em políticas de incentivo viradas para o sector da agricultura, com vista a diversificação da economia nacional.

 

 

A pretensão foi manifestada hoje (sexta-feira), em Luanda, durante o seu espaço de antena na Rádio Nacional de Angola (RNA).

 

 

A Coligação, que defende a existência de "uma Angola melhor e respeitada pela comunidade internacional", reitera a sua aposta na valorização da força de trabalho nacional, visando o desenvolvimento do país.

 

 

Em relação á CASA-CE, o seu presidente, Abel Chivukuvuku, apresentou, no Kuito (Bié), o programa de governação e o manifesto eleitoral, visando as eleições gerais.

 

 

Durante uma palestra, o político sublinhou que, se a CASA-CE vencer o escrutínio de 31 de Agosto, o país será mais justo, com um Governo de Unidade Nacional, baseado na consolidação da democracia.

 

 

O presidente do Partido Popular de Angola (PAPOD), Artur Quixona Finda, reconheceu, em Luanda, o desenvolvimento do país em vários domínios, principalmente na construção e reconstrução de estradas e outras infra-estruturas.

 

 

“Não devemos ignorar o esforço que o Executivo tem feito em prol do país, uma vez que as obras estão bem visíveis”, acrescentou.

 

 

 Em declarações à Angop e à RNA, o político afirmou que desde o alcance da paz, em 2002, foram construídas escolas, institutos médios, universidades, pontes, novas centralidades, supermercados, mercados e outras instituições, o que significa que o governo tem trabalhado.

 

 

A Angop ouviu ainda reacções sobre o comunicado da Comissão Nacional da Eleitoral, a propósito da utilização indevida dos espaços de antena, denunciando que alguns partidos estão a usar linguagem e imagens que incitam ao ódio e a violência.

 

 
Neste sentido, o presidente da União das Igrejas do Espírito Santo em Angola (UISA), Bispo Manuel Inocêncio de Sousa, defendeu a adopção de linguagem positiva por parte dos partidos e coligações pela manutenção da paz em Angola.

 

 

O professor de ciência política, Paulo Faria disse que a Comissão Nacional Eleitoral deve mencionar quais os partidos que apresentam mensagens de incitamento nos seus espaços de antena, de forma a evitar má interpretação.

 

 
Defendeu que se mencionem também o conteúdo das mensagens, para se corrigir estes actos. A CNE deve ser clara a mencionar de como a Lei de Conduta Eleitoral foi violada e, desta forma, ser mais pedagógica para que os partidos possam reverter as suas acções - rematou.





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