Maputo (Dos enviados especiais) – A presidência rotativa de Angola da CPLP, a terminar sábado, contribuiu para o reforço da cooperação entre os estados membros e, concomitantemente, para o prestígio internacional da comunidade, afirmou hoje, quinta-feira, em Maputo, Moçambique, o chefe da diplomacia angolana, Georges Chikoti.
Segundo afirmou, o fórum de ministros constituiu oportunidade para balanço do que foi realizado, durante a presidência angolana, bem como para reflexão sobre os caminhos a trilhar pela comunidade, na procura de soluções para estrangulamentos que urge resolver, bem como análise dos desafios a enfrentar futuramente.
Fez referência à observação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na cimeira de Luanda, segundo a qual “para a organização cumprir com a ambição de um papel de maior relevância na história dos países membros da CPLP devem ser superados constrangimentos orçamentais e as dificuldades de natureza operativa”.
Acrescentando, Georges Chikoti apontou a inadequação das antigas instalações da CPLP, que teve uma intervenção muito forte, no decurso do mandato de Angola, com a intervenção de Portugal.
“Graças à disponibilidade de Portugal e aos esforços dos estados membros foi possível superar-se este sério constrangimento”, afirmou, acrescentando, no entanto, que continua por se resolver a questão orçamental.
“Perante dificuldades acrescidas de todos os estados membros, a organização vê-se fortemente limitada em recursos, para o funcionamento e expansão das suas actividades”, realçou.
No entanto, disse augurar que deste Conselho de Ministros saia a deliberação relativa ao crescimento do orçamento, e que na norma relativa ao orçamento seja reflectido o crescimento do orçamento do secretariado da organização.
A XVII reunião ordinária do Conselho de Ministros da CPLP precede a IX Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, a ter lugar sexta-feira, dia 20, aqui em Maputo.
A CPLP, fundada há 16 anos, é integrada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
Nesta cimeira, a República de Moçambique vai receber, de Angola, a presidência rotativa da organização, devendo assumi-la por um período ininterrupto, salvo situações extremas, de dois anos.
Participarão na referida Cimeira Chefes de Estado e de Governo da comunidade, o secretário Executivo da CPLP, três observadores associados, no caso a Guiné Equatorial, Maurícias e Senegal, bem como convidados.