Benguela – O secretário para os assuntos políticos e eleitorais e coordenador do grupo de acompanhamento do Bureau Político do MPLA à província de Benguela, Júlio Ferreira Martins, anunciou hoje nesta cidade que, o seu partido vai reduzir o deficit de produção de energia até cinco mil megawatts, com a aprovação da estratégia e política energética nacional.
O político que falava esta sexta-feira no acto de apresentação do programa de governo 2012/2017 e do manifesto eleitoral do MPLA para as eleições de 31 de Agosto, sublinhou que com o MPLA e sob liderança do Presidente José Eduardo dos Santos, Angola vai crescer.
“O deficit energético em Angola ainda é grande, apesar dos esforços que têm sido feitos no sentido de reabilitar os sistemas de produção, transporte e distribuição da energia eléctrica”, reconheceu.
Afirmou que, a médio prazo a tendência é que esse trabalho produza resultados significativos.
Júlio Martins disse que, a aprovação da Estratégia e Política Energética Nacional vai contribuir para isso na medida em que estabelece prioridades claras para o sector, incluindo a criação do Programa Nacional de Electrificação Rural.
“Para o período de 2012/2017 as metas a serem alcançadas são operacionalizar até ao final do ano 2014, uma capacidade de geração de até 1.500 MW e, até 2016, de até 5.000 MW”, disse.
O MPLA de acordo com Júlio Martins vai estabelecer sistemas públicos de abastecimento em até 82 sedes municipais (de um total de 166) e em até 271 sedes comunais (de um total de 531), até ao final de 2014.
Acrescentou que vai reabilitar e modernizar todas as redes de distribuição das capitais de províncias, interligar os sistemas Norte e Centro e operacionalizar o Sistema Leste (Lundas e Moxico), além de aumentar e diversificar a produção de electricidade com uso de fontes hídricas, solar, eólica e biomassa.
No sector das águas, de acordo com Júlio Martins, o Programa Água para Todos tem aumentado de modo significativo a cobertura em água potável no meio rural, a qual passou de 22 porcento para em 2009, para 44 porcento em 2011.
No meio urbano, referiu, o grau de cobertura cresceu de 33 porcento para 56 porcento no mesmo período e a criação do Instituto Nacional dos Recursos Hídricos e a actualização dos planos directores de abastecimento de água e saneamento de águas residuais, de várias sedes municipais, foram outros avanços que o sector experimentou mais recentemente.
Tendo em conta os benefícios de natureza económica e social que este serviço proporciona, frisou Júlio Martins, o Programa de Governo do MPLA para o período 2012-2017, considera que se deve continuar a perseguir os objectivos de assegurar os níveis de cobertura de até 100 porcento nas zonas urbanas e de até 80 porcento nas zonas rurais.
“Assegurar a monitorização efectiva da qualidade da água para garantir um alto padrão no abastecimento voltado para o consumo humano, além de servir de forma regular e contínua a maior percentagem de população possível, com a progressiva elevação da qualidade do serviço a um preço acessível”, enfatizou.
Referiu que, o MPLA durante o quinquénio 2012/2017 vai prosseguir a construção de pequenos sistemas e pontos de abastecimento de água e saneamento comunitário nas áreas suburbanas e rurais, assegurar a gestão integrada dos recursos hídricos, visando a protecção dos ecossistemas e da biodiversidade.
No sector do urbanismo e construção, acrescentou, o Governo pretende continuar a reabilitar as infra-estruturas angolanas, incluindo as redes de transportes e saneamento básico, as vias secundárias e terciárias, as infra-estruturas de apoio ao meio rural e os equipamentos sociais.
Promover a realização coordenada de investimentos públicos em infra-estruturas urbanas, harmonizando com as intervenções dos sectores de energia e águas, saúde, educação, cultura, desporto e lazer e da administração do território, são outras acções previstas, segundo o responsável.
O secretário para os assuntos políticos e eleitorais do bureau político do MPLA disse ainda que, o seu partido vai constituir e desenvolver o sistema urbano nacional que organize as aglomerações urbanas em rede de serviços regionais e locais policêntricos, valorizando os seus atributos específicos.
“Como reforço do papel institucional do Estado promovendo o ordenamento e gestão do território, incentivando e apoiando o desenvolvimento de empresas nacionais de construção civil”, augurou.