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10-07-2012 9:56

Efeméride
Marinha de Guerra comemora hoje 36 anos de existência

Angop
Marinha de Guerra preparada a proteger a costa marítima  de Angola
Marinha de Guerra preparada a proteger a costa marítima de Angola
 
 
Luanda - A Marinha de Guerra Angolana (MGA), um dos ramo das Forças Armadas (FAA) para a garantia da defesa das águas territoriais, comemora terça-feira, 10 de Julho, 36 anos de existência.
 
A Marinha foi fundada em 1976 por altura da visita do primeiro Presidente e fundador da nação angolana, António Agostinho Neto, à base naval de Luanda, facto que coincidiu com o fim do período de instrução dos primeiros militares do ramo, pós independência do país.
  
A partir do convés da lancha “Escorpião”, herdada do exército colonial português, António Agostinho Neto salientara o papel da marinha de guerra na preservação da integridade territorial.
 
Na ocasião, o fundador da Nação angolana advogou que, com "a protecção das águas territoriais (…) neutralizaremos aqueles que querem, de qualquer maneira, roubar o que existe no nosso país".
 
Em 36 anos, grandes transformações se registaram no ramo, apesar de se considerar ainda insuficientes os navios a sua disposição, para fazer face a um patrulhamento eficaz das águas territoriais, incluindo a Zona Económica Exclusiva (ZEE).
 
O comandante da MGA, almirante Augusto da Cunha Silva “Gugú”, garante que os seus efectivos vão manter invioláveis as fronteiras fluviais, antes, durante e depois da realização das eleições gerais marcadas para 31 de Agosto próximo.
 
De acordo com o comandante, os efectivos da MGA estão atentos de modo a evitar a entrada de gente estranha aos interesses dos angolanos.
 
No quadro da modernização das FAA, a Marinha de Guerra está a preparar os seus efectivos de modo que estejam capacitados para manejar qualquer equipamento mais moderno na arte militar, sobretudo “neste ramo responsável na protecção das riquezas do mar ou bens que ali circulam”, disse o almirante Augusto da Cunha
Silva “Gugú”.
 
Por ocasião da data, o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, general Geraldo Sachipengo Nunda, recorda, numa mensagem dirigida aos efectivos da Marinha de Guerra Angolana (MGA), que este ramo militar cumpriu missões difíceis com os recursos de que dispunha, contribuindo de forma abnegada para a defesa e preservação da independência nacional, soberania e da integridade territorial.
 
Na missiva, o general Nunda refere que esse ramo das FAA, ao longo da sua criação, mobilizou sinergias para a protecção dos recursos económicos no mar, litoral do país e nos rios, contra todas as tentativas de sabotagem.
 
“A MGA foi criada num momento crucial da história mundial, caracterizada pela presença de dois sistemas antagónicos com fortes influências para os países do chamado “terceiro mundo”, de que Angola era parte”, recorda.
 
O responsável militar destaca na missiva que transcorridos 36 anos, a marinha constitui-se numa importante componente militar, que tem sabido responder aos desafios inerentes à sua reestruturação e modernização.
 
“Neste dia festivo, felicito os almirantes, oficiais superiores, subalternos, sargentos, praças e trabalhadores civis do ramo e exorto-os a continuar cada vez mais engajados na defesa e na protecção das águas territoriais da nação”, sublinha o chefe do Estado Maior General na sua mensagem.
 
O acto central da efeméride realiza-se na base naval do município do Soyo, província do Zaire.
 
Desde a fundação da MGA, chefiaram já este ramo das FAA os oficiais Sotto Maior, Manuel Augusto Alfredo “Orlog”, António Condessa de Carvalho “Toca”, Gaspar dos Santos Rufino e Feliciano António dos Santos “Paxi”.
 





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