Luanda – O Órgão de Política, Defesa e Segurança (Troika) da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) é a favor de uma maior rotatividade regional na presidência da União Africana, disse hoje, em Luanda, o ministro das Relações Exteriores, Georges Chicoty.
O governante falava à Angop, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, momentos após a sua chegada a Luanda, proveniente de Joanesburgo, África do Sul, onde participou na reunião do referido órgão, que teve como ponto único a análise da candidatura da SADC à presidência da União Africana (UA).
“É posição da SADC que devemos fazer tudo para que na próxima cimeira da União Africana possamos concluir com o processo eleitoral, que ponha fim ao mandato de Jean Ping e o início de um novo candidato, no caso o proposto pela África Austral”, revelou.
Para Georges Chicoty, é necessário que essa mudança se faça, para que depois se possa trabalhar um pouco mais equilibradamente e com uma rotatividade funcional.
“Queremos trabalhar com um presidente que saia de uma região e funcione durante um mandato, para evitar que hajam regiões que controlem, como é o caso dos últimos 49 anos, em que tivemos nove presidentes francófonos todos vindos da mesma região e apenas um anglófono a dirigir os destinos da organização continental”, lamentou
Para o chefe da diplomacia angolana, esta é a razão pela qual a Troika está a trabalhar para que “tudo esteja legislado”, de forma a acautelar situações futuras.
A próxima Cimeira da União África terá lugar de 15 a 16 do mês em curso, em Addis Abeba, Etiópia, sendo candidatos ao cargo o actual presidente da Comissão, Jean Ping, e a antiga ministra sul africana dos Negócios estrangeiros, Dlamini Zuma.