Luanda – A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) vai trabalhar em parceria com as organizações da sociedade civil nacionais e internacionais legalmente reconhecidas ao abrigo do direito angolano, com base em critérios definidos e aprovados pela instituição, durante o processo eleitoral em curso no país.
A informação foi prestada pela porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, que falava à imprensa no final da 11ª sessão plenária ordinária que decorreu hoje, quinta-feira, na cidade capital.
Segundo disse, a selecção das organizações da sociedade civil nacionais foi feita com base nos critérios da capacidade organizativa e as organizações internacionais devem estar legalmente acreditadas em Angola.
“Tendo em conta que o nosso trabalho será levado a cabo em todo o território nacional, logo o critério da idoneidade, capacidade técnica e organizativa foram também pressupostos definidos para indicação das associações e organizações da sociedade civil”, explicou.
Deu a conhecer que do leque de associações e organizações que já manifestaram o seu interesse em trabalhar com a CNE nas tarefas de educação cívica constam as de âmbito socioprofissional, associações do género, dentre elas, a rede mulher, mulheres juristas, mulheres jornalistas, bem como o Conselho Nacional da Juventude.
Salientou no entanto que a juventude está mais representada pelo facto de os jovens serem o seguimento representativo no leque dos cidadãos eleitores, com capacidade eleitoral activa, mas também pelo facto de grande parte dos mesmos irem votar pela primeira vez.
Por outro lado, referiu que os agentes de educação cívica e eleitoral farão o recurso às línguas nacionais sempre que necessário, durante o seu contacto interpessoal para esclarecimento dos cidadãos eleitores nas várias províncias e municípios.
“Para o trabalho dos agentes junto às comunidades, o domínio das línguas nacionais foi um dos critérios que a CNE definiu na selecção e recrutamento dos agentes de educação cívica e eleitoral, para facilitar o seu contacto junto às comunidades”, acrescentou.