Huambo – O administrador do município do Huambo, José Luís de Melo Marcelino, admitiu hoje (quarta-feira), nesta cidade, que a realização das eleições gerais no país, marcadas para o dia 31 de Agosto deste ano, vão mostrar ao mundo as virtudes do povo angolano, além de fortalecer a democracia e a reconciliação nacional.
Discursando no acto de apresentação pública do projecto de reforço das capacidades das organizações da sociedade civil, numa iniciativa da ong ADRA, José Marcelino disse ter chegada a hora de mais uma vez os angolanos mostrarem ao mundo que são indivisíveis, que não são regionalistas, racistas e xenófobos.
Destacou que as eleições servirão também para mostrar que o país tem seus próprios modelos de desenvolvimento e democracia que, podendo não ser os óptimos, são os mais adequados para a realidade actual.
José Marcelino disse ainda que num país com os indicadores de crescimento como os que apresenta Angola as prioridades democráticas são outras.
Estas prioridades, segundo o administrador do município do Huambo, passam pela pacificação dos espíritos, adequar e moldar o poder tradicional aos novos desafios para o surgimento de autarquias locais abrangentes e actuantes.
“Combater a corrupção, melhorar a educação, estender os cuidados primários de saúde a toda a população, reduzir o analfabetismo, diminuir drasticamente as mortes materno-infantis, travar a expansão das doenças endémicas, aumentar a produção agrícola, estes são os nossos objectivos e esta é a nossa democracia”, enfatizou.
Apelou os angolanos a não confundirem direitos humanos, civismo e cidadania com anarquia e desobediência, mas sim a cumprirem e a respeitarem as leis e regulamentos aprovados.
No seu entender, os angolanos devem tornar-se cada vez mais fortes na difícil acção de combate à pobreza, aplicando medidas necessárias que concorram para o alcance do progresso, redução da mortalidade, atribuição de uma moradia com o mínimo de qualidade para cada cidadão, melhorar o acesso à agua potável e fomentar o trabalho condigno e justamente remunerado.
“Exerçamos com nacionalismo e patriotismo os nossos direitos. Cumpramos os nossos deveres sempre dentro da legalidade, isto, sim, é a nossa única e possível democracia, esta é a nossa liberdade e este é o caminho que nos trará o progresso, por uma Angola sempre para melhor”, destacou.