Luanda – O presidente da Associação Africana de Provedores de Justiça (AOMA), o angolano Paulo Tjipilica, informou hoje (segunda-feira), em Luanda, que o ponto mais alto da reunião dos ombudsman, que decorreu na Tanzânia, foi a actual situação do Mali, devido ao golpe de Estado de 22 de Março, situação que preocupa todos os membros.
Segundo o responsável, durante o evento, analisou-se com cuidado este pormenor pelo facto de o Mali ser o próximo país associado a acolher a quarta reunião dos provedores de Justiça de África, agendada para Outubro de 2012.
A propósito, disse que “há aspectos muito importantes a serem levados em consideração, desde assuntos políticos, diplomáticos, sociais e outros, porque para se acolher uma cimeira deve-se ter em consideração vários aspecto, pois o país tem que estar totalmente tranquilo, por isso aproveitamos para verificar todos esses aspectos e as suas consequências”, sublinhou.
Para Paulo Tjipilica, a situação actual no Mali é tão grave, ao ponto da residência do próprio provedor de Justiça ser invadida e raptarem uma das suas filhas.
De acordo com o interlocutor, o mesmo assunto será ainda analisado na próxima reunião do Comité Executivo da Associação, a realizar-se na República da Namíbia, nos dias 24 e 25 do corrente mês de Abril.
“Vamos aproveitar a ocasião para ver e analisar se na verdade o Mali ainda está em condições de acolher a 4ª cimeira geral dos ombusdsman, por ser uma responsabilidade muito grande”, sublinhou.
A presidência da AOMA é exercida pelo provedor de Justiça de Angola, Paulo Tjiplica, que tem como primeiro vice-presidente o representante do Uganda, Bakur Raphael Obudra.