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04-04-2012 13:07

Chefe de Estado
Programa de Reconstrução Nacional será concluído antecipadamente em 2013

Angop
Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos
Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos

 

 

Luena - O Programa de Reconstrução Nacional será concluído antecipadamente no princípio do próximo ano, em vez de 2015/2016 como estava previsto, anunciou hoje, quarta-feira, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na província do Moxico.

 

Discursando no acto central alusivo ao Dia da Paz e Reconciliação Nacional, que hoje se assinala, o Chefe de Estado afirmou que todas as principais vias de comunicação rodoviária e ferroviária estão praticamente reabilitadas.

 

Sublinhou o facto de linha do Caminho-de-Ferro de Benguela estar já às portas da cidade do Luena."Espero que em Agosto próximo possamos voltar cá para inaugurar a estação do caminho-de-ferro".

 

Augurou que nesta altura (em Agosto) os comboios possam circular da cidade do Lobito ao Luena, bem como terminadas as obras de reconstrução da via rodoviária Dundo/Saurimo/Luena, para a melhoria do trânsito de viaturas e a circulação de pessoas e bens.

 

José Eduardo dos Santos realçou ainda o facto de a reconstrução e abertura de todos os eixos rodoviários e ferroviários permitirem aumentar a circulação de pessoas e bens, bem como revitalizar a actividade económica e social em todo o país.

 

Fazendo referência às mudanças verificadas em tempos de paz, o Presidente da República elucidou que há 10 anos várias dezenas de administradores municipais e comunais não tinham instalações e estavam a trabalhar em casebres ou tendas porque as infra-estruturas administrativas estavam destruídas.

 

 

"Milhares de crianças estudavam à sombra de árvores, sentadas em latas e pedras, hoje já muita pouca situações como estas existem, ainda existem, mas são muito poucas e temos que trabalhar agora para construir mais escolas", asseverou.

 

 

Particularizando a província do Moxico, informou que vai abordar com o Executivo local a estratégia para a construção de mais 94 escolas e tirar cerca de 50 mil alunos fora do sistema escolar, bem como da nova central de captação de água.

 

 

"Estes são os nossos problemas e que tem de os resolver somos nós, o Governo, a população, enquadrada na sociedade civil organizada, os empresários, intelectuais, entre outros", exprimiu.

 

 

Para o Presidente da República, é evidente que estas são grandes despesas do Estado, que requerem que haja dinheiro para realizar.

 

 

Neste quadro, anunciou que o Governo Central vai estudar as fontes de recursos para reforçar o orçamento da província do Moxico, "ainda que tenhamos que recorrer a algum empréstimo de um país amigo para resolver estes problemas que são graves eurgentes da população desta província".






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