Luena – O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, disse hoje, quarta-feira, na cidade do Luena, capital da província do Moxico, que a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) está em funções e a tomar as medidas para garantir que a preparação das eleições decorra com êxito.
“Não vale a pena usar o espantalho da desconfiança e da fraude para perturbar a preparação das eleições”, tranquilizou o estadista angolano no seu discurso proferido no Largo 1º de Agosto, no acto central do 10º aniversário da conquista da paz, que hoje se assinala em todo o país.
José Eduardo dos Santos apelou a todos os cidadãos, partidos políticos, organizações da sociedade civil e instituições do Estado, a adoptarem uma postura responsável e construtiva no exercício da diversidade e liberdade de opinião, pressupostos básicos da vida em democracia.
“Em vez de procurarmos truques, manipulações para atrapalhar aqueles que estão a trabalhar e consolidar a democracia, é melhor organizarmo-nos para aperfeiçoar a fiscalização de todo o processo eleitoral e assegurar a sua transparência em conformidade com a lei na base da honestidade”, aconselhou.
Indicou que o MPLA é um partido com vários milhões de membros, o único dessa dimensão em Angola, pelo que é o mais interessado em ver eleições livres, justas e transparentes a serem realizadas no país.
“Nós não precisamos da fraude, truques ou batota, pois o MPLA é um partido muito grande e forte”, enfatizou.
Segundo José Eduardo dos Santos, os fortes não precisam de batota para ganhar. “Então vamos trabalhar juntos para o desenvolvimento. Todos somos necessários para erguer a nova Angola, moderna, próspera e democrática”.
"Em 2008, assumimos o compromisso de trabalhar para mudar o país para melhor e penso que, pouco a pouco, estamos a conseguir isso", asseverou.
Disse que decidiu-se inaugurar uma nova etapa no processo de democratização do país, isto é, empenhamos o nosso esforço e dedicação no sentido de “melhorar o que está bem, corrigir o que está errado e fazer coisas novas e necessárias que concorrem para o engrandecimento da nação e para o bem-estar do povo”.
“Por outro lado, levamos a cabo um trabalho de sensibilização para desencorajar práticas que prejudiquem o desenvolvimento e perturbem a harmonia e a coesão social”, sublinhou o estadista angolano.
“Procuramos garantir a todos os cidadãos, sem distinção, nos marcos da lei à liberdade de acção e do pensamento, a igualdade de oportunidades e a segurança para si e os seus bens”, disse.
"Promovemos a concertação com os parceiros sociais e a auscultação da sociedade civil em todas as questões essenciais, pois a democracia pressupõe, antes de tudo, diálogo e participação de todos na vida nacional", afirmou.
“Exercemos o poder com moderação e isenção em nome de todo o povo, dentro dos limites estabelecidos na Constituição da República”, indicou.