Luanda - Cento e setenta e uma residências de média e baixa rendas foram entregues formalmente hoje (quarta-feira), em Luanda, aos efectivos da Polícia Nacional, cujo projecto, denominado "Vila-Azul" está localizado no município de Viana.
O comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, procedeu simbolicamente a entrega de uma das residências de baixa renda a uma subinspectora da corporação, que manifestou a sua satisfação pela aquisição de um imóvel próprio.
Do lote de fogos habitacionais entregues formalmente, constam 94 de média renda e 77 de baixa renda, cujo projecto está a cargo do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional (CPPPN).
O projecto, de grande dimensão, está a ser feito de forma faseada, sendo que na primeira fase foram já entregues mais de 250 residências.
A par desta cerimónia, procedeu-se ainda a inauguração de uma creche localizada na mesma Vila Azul, com capacidade para albergar 60 petizes, cujo corte da fita coube ao vice-ministro do Interior para a Protecção Civil e Bombeiros, Eugénio Laborinho.
Em declarações à Angop, o comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, disse que o facto representa a materialização do projecto em termos de infra-estruturas na área social. "Primeiro a habitação para que os efectivos possam desenvolver tranquilamente as suas actividades".
Segundo o comissário-geral Ambrósio de Lemos, a criação de condições sociais para os efectivos da corporação constitui uma preocupação primária na direcção do órgão.
"Para além do seu vencimento, que pode ou não corresponder com o custo de vida, a corporação tem que ter a preocupação de encontrar outros incentivos para que o polícia possa estar em condições absolutas de trabalhar (...)", frisou.
Fez saber que o projecto se estenderá nas restantes províncias do país.
Já o comissário Luís Alexandre, responsável do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional (CPPPN), disse que a instituição que dirige tem estado a contribuir para que ao nível da corporação se possa melhorar as condições sociais dos efectivos.
Adiantou que ao nível da Polícia Nacional não havia um órgão que olha-se para os assuntos do homem, fundamentalmente ligadas as suas condições sociais: casas, empréstimos bancários, entre outras situações que afligem o homem polícia. "Portanto, o cofre tem estado a contribuir para minimizar tais preocupações".
A princípio, disse, todo o polícia tem direito a residências, desde que seja associado do Cofre de Previdência da corporação.
O Cofre de Previdência do pessoal da Polícia Nacional, que actualmente conta com mais de 90 mil sócios, é uma associação mutualista de utilidade pública, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial.
A associação tem ainda como objectivos assegurar a protecção social especial e complementar aos seus associados e respectivas famílias.
Visa igualmente conceder empréstimos aos sócios em efectivo serviço e realizar ou proporcionar empreendimentos geradores de receitas em benefício dos associados.
O Cofre de Previdência é um sistema complementar de Segurança Social, ou seja, uma associação mutualista que vive das contribuições dos associados e não do Estado.
É um serviço especial de previdência social que intervém nos assuntos sociais dos efectivos e na questão complementar à pensão de reforma subsidiada pelo Estado.
O órgão emana do antigo Cofre de Providência da Polícia de Segurança Pública da então colónia de Angola.