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04-02-2012 12:49

Kwanza Sul
História de Angola é rica em vários exemplos de heroísmo - Kundi Paihama

Angop
Ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Kundi Paihama
Ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Kundi Paihama
Porto Amboim - A história de Angola é rica em vários exemplos e actos indeléveis de heroísmo e valentia protagonizados por milhares de patriotas angolanos, de Cabinda ao Cunene, e pelo sacrifício dos melhores filhos desta pátria.
 
Este pronunciamento é do ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Kundi Paihama, quando discursava hoje no acto central do 51º aniversário do início da luta armada de libertação nacional, em representação do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.
 
“É graças a este heroísmo que celebramos hoje, nesta acolhedora cidade do Porto Amboim, os 51 anos do inicio da luta armada de libertação nacional contra o regime colonial português e comemoramo-lo sob o lema “Honremos a memória dos nossos heróis preservando a paz e democracia", referiu.
 
De acordo com o membro do Executivo, foi precisamente a 4 de Fevereiro de 1961 que um punhado de heróis inspirados nos mais nobres ideais de justiça social e sem temer o poderio e brutalidade do então regime colonial português, usando meios rudimentares, sobretudo catanas, ousaram atacar as cadeias da polícia fascista onde se encontravam encarcerados vários compatriotas seus.
 
O objectivo principal deste ataque era justamente a libertação dos presos políticos que na altura enchiam a Casa de Reclusão Militar, a Cadeia de São Paulo e as instalações da então 7ª Esquadra, assim como a obtenção de armas de fogo, já na perspectiva da eclosão da luta pela independência nacional, explicou. 
 
Realçou que emergindo de uma acção clandestina desencadeada por vários compatriotas angolanos, onde se despontam os nomes de Paiva Domingos da Silva, Imperial Santana, Virgílio Soto Maior, Neves Bendinha e tantos outros, o 4 de Fevereiro constituiu de facto o primeiro grande acto armado que marcou a luta do povo angolano contra o colonialismo português, apesar das consequências e das adversidades que se seguiram ao evento.
 
 Kundi Paihama asseverou que foi a partir da inspiração e coragem e determinação desta acção que se considerou que a via armada era a única solução para derrubar o regime colonial, generalizando-se aos poucos em todo o território nacional, gerando um amplo movimento de libertação nacional.
 
“Por isso, o Estado angolano, em jeito de reconhecimento e homenagem aos heróis do 4 de Fevereiro consagrou esta data como feriado nacional, razão pela qual nos encontramos aqui nesta acolhedora cidade do Porto Amboim para comemorar este grande evento”, reforçou.
 
Assistiram ao acto, membros do Executivo, o governador provincial do Kwanza Sul, Serafim do Prado, deputados à Assembleia Nacional, autoridades tradicionais, personalidades da sociedade civil e povo em geral.



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