Luanda - O exemplo de carinho e amor à pátria demonstrado pelos heróis que a 4 de Fevereiro de 1961 desencadearam a luta armada contra o colonialismo português deve ser seguido pelo jovens actuais, no quadro do resgate dos valores morais e do patriotismo.
Este ponto de vista foi expresso pelo deputado Adriano Mendes de Carvalho, em declarações à Angop, no quadro do 51º aniversário do início da luta armada de libertação nacional, que se hoje (sábado).
Lembrou que naquela altura lutou-se por uma justa causa: o de ver Angola independente e foram jovens corajosos que, sem medo de perder as suas vidas, se bateram por este ideal em situações e condições completamente adversas.
Adriano Mendes de Carvalho aconselhou aos jovens a trabalharem com espírito patriótico, tendo em vista o crescimento do país, devendo, por outro lado, respeitar sempre os mais velhos.
"Com a mesma bravura dos heróis de 4 de Fevereiro, que pegaram em cantanas para libertar os outros nacionalistas, entre os quais o meu pai, Mendes de Carvalho, a juventude deve encarar, cada um no seu posto de trabalho, com responsabilidade a sua missão", disse o deputado.
Afirmou que esta faixa da população não pode se rebelar por qualquer coisa, deve aplicar-se nos estudos e trabalhar com determinação para honrar aqueles que morreram na luta pela libertação do país.
Na madrugada de 4 de Fevereiro de 1961, um grupo de homens munidos de paus, catanas e outros instrumentos atacaram a Casa de Reclusão e a Cadeia de São Paulo, em Luanda, para libertarem os presos políticos que ali se encontravam e ameaçados de morte.
Em resposta, o então regime colonial fascista português agiu brutalmente, levando a cabo uma acção de repressão em todo o país, com assassinatos, torturas e detenções arbitrárias desencadeada pela PIDE (Polícia Política Portuguesa).
A brutalidade contra os integrantes do "processo 50", os massacres da Baixa de Cassanje, do Icolo e Bengo, assim como as detenções e assassinatos de várias pessoas indefesas, levou os nacionalistas a organizarem-se para a luta de libertação, que culminou com a proclamação da independência nacional, em 11 de Novembro de 1975.