Porto Amboim - O Ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Kundi Paihama, exortou hoje, sábado, em Porto Amboim, província do Kwanza Sul, os precursores da revolução em Angola a continuarem com a mesma determinação trabalhando em prol do desenvolvimento de Angola.
“A acção do 4 de Fevereiro de 1961 foi marcado por um processo que teve em conta o princípio segundo o qual o colonialismo não cairia sem a luta, pelo que chamo a atenção dos precursores da luta armada de libertação nacional, no sentido de continuarem com a mesma determinação, rumo à reconciliação, reconstrução nacional e união”, disse.
O governante teceu estas considerações quando discursava em representação do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, no acto central do 51º aniversário do início da luta armada de libertação nacional, que hoje se assinala em todo o país.
Na óptica de Kundi Paihama, a juventude deve interpretar, compreender e aceitar os sacrifícios consentidos pelos heróis do 4 de Fevereiro, aos quais a nação angolana deve render homenagem e prestar uma atenção especial.
Frisou que a Constituição da República de Angola reconhece que o Estado deve assumir o seu dever de velar pela protecção em regime especial de todos quantos deram o melhor de si pela independência nacional, sendo também esta a orientação do Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos.
“Temos dito que há muito por se fazer, face a situação de ordem conjuntural acumulado durante o difícil percurso de guerra, agora acrescido pela crise internacional (…) pelo que é preciso sensibilizar a sociedade no sentido de juntarmos esforços para encontrarmos as soluções dos problemas de acordo com a nossa realidade”, sublinhou.
De acordo com o governante, precisa-se utilizar ferramentas adequadas, devidamente estruturadas e organizadas “e é exactamente isso que o Executivo está a fazer”, destacando que após a conquista da paz, Angola deu passos evidentes de crescimento reconhecido pela comunidade internacional.
Destacou os ganhos da paz traduzidos em números de escolas, hospitais, centros médicos, centralidades e as habitações construídos e a construir no quadro de um milhão de casas, as pontes, as vias já recuperadas, a circulação de pessoas e bens em todo o território.
O membro do Executivo afirmou que o programa de combate à fome e à pobreza está a ser implementado em todo o país em diversos domínios, com destaque para os sectores da agricultura, pescas e indústria.
Assistiram ao acto, membros do Executivo, o governador provincial do Kwanza Sul, Serafim do Prado, deputados à Assembleia Nacional, autoridades tradicionais, personalidades da sociedade civil e povo em geral.