Luanda – O vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, declarou hoje (quinta-feira), em Luanda, que o país dispõe de inúmeros serviços que se dedicam à prevenção, cura e aconselhamento sobre o VIH/Sida, porém reconheceu haver ainda insuficiências para o cabal tratamento dos pacientes.
Falando na cerimónia de lançamento da campanha nacional “Laço Vermelho”, no âmbito da 1ª Jornada Científica sobre VIH/Sida e do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que hoje se assinala, Fernando da Piedade Dias dos Santos reiterou o engajamento no combate à pandemia como uma das principais prioridades do Executivo Angolano.
O dirigente assegurou que o Executivo fará todos os esforços para, dentro dos recursos disponíveis, aumentar o acesso aos serviços de testagem e tratamento médico-medicamentoso em todos os municípios do país, potenciando, cada vez mais, os governos provinciais e as organizações não-governamentais para a execução dos programas de combate a pandemia.
Contudo, precisou que para consolidar e expandir os resultados positivos, será necessário melhorar o sistema sanitário em todas as suas dimensões, incluindo o desempenho do Serviço Nacional de Saúde, mobilização da participação do sector privado e a contribuição dos Serviços das Forças Armadas Angolanas.
“A resposta ao VIH/Sida contribui para o reforço dos serviços de saúde e nível municipal, melhorando e protegendo a saúde da mãe e da criança, diminuindo o fardo da pobreza e da má nutrição”, disse Fernando da Piedade Dias dos Santos, diante de entidades e profissionais que, directa ou indirecta estão engajados no combate à enfermidade no país.
Por outro lado, o vice-presidente da República observou que a diminuição do VIH/Sida contribui também para baixar as taxas de tuberculose e desenvolver novos modelos de tratamento de doenças crónicas, um desafio crescente em Angola, frisando haver condições para melhorar a eficácia e a eficiência dos recursos no âmbito da luta contra a doença.
“Vamos acelerar a prevenção da transmissão de mãe para filho e consolidar a introdução das inovações, em termos de tratamento, de forma a garantir que as novas gerações possam nascer livres do VIH/Sida e possam crescer com as suas mães”, acrescentou.
Segundo Fernando da Piedade Dias dos Santos, com informação, educação e diálogo, é possível influenciar a mudança de comportamento no uso das famílias, das comunidades e no ambiente de trabalho, bem como reduzir a vulnerabilidade das mulheres, dos adolescentes e dos jovens.
“Devemos prestar uma especial atenção a outros grupos mais vulneráveis à epidemia, tais como os migrantes, os prisioneiros, os usuários de drogas por via endovenosa e os que se dedicam à prostituição, pelo peso da descriminação de que são alvos”, defendeu.
Estiveram presentes no acto, realizado na Escola Nacional de Administração (ENAD), entidades nacionais e estrangeiras dedicadas à luta contra o VIH/Sida, com destaque para a representante e coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Angola, Maria do Vale Ribeiro, e a Miss Universo, Leila Lopes.