Luanda - A oficial de programas da Organização Internacional para a Migração em Angola (OIM), Lerena Pinto, disse hoje, quarta-feira, em Luanda, que o tráfico de seres humanos tem maior incidência nos países pobres e em vias de desenvolvimento e está intrinsecamente ligado às condições de pobreza, desagregação familiar e falta de perspectivas de vida.
Ao intervir no seminário sobre “Tráfico de Seres Humanos”, promovido pela OIM, a responsável sublinhou que a rede de traficantes aproveita a pobreza para alimentar falsas expectativas e transformar as vítimas em reféns.
Para Lerena Pinto, a organização tem trabalhado com os estados para que, além da capacitação das autoridades policiais, se produza legislação, porquanto os traficantes, muitas vezes, apanham penas muito inferiores aos males que realmente causam.
Explicou que quando se fala de migrações vários aspectos devem ser levados em conta, devendo ser feita uma avaliação cuidada sobre quando se está perante pessoas traficadas ou refugiadas, que necessitam de asilo.
Advogou que as autoridades nacionais têm de fazer um trabalho aturado neste domínio.
O curso é dirigido aos membros das ONG e igrejas, e tem como objectivo a identificação dos principais elementos do tráfico de pessoas.
Esta acção de formação especializada no âmbito das migrações visa “qualificar a formação específica dos agentes da Igreja e ONG sobre a realidade do tráfico de pessoas humanas para fins laborais e sexuais”.