Luanda - O embaixador egípcio acreditado em Angola, Alaa El-Din M. Kashef, enalteceu hoje, terça-feira, em Luanda, o engajamento político e diplomático da União Africana (UA) e da SADC na solução pacífica dos conflitos em África.
O embaixador Kashef falava em exclusivo à Angop, sobre paz e segurança no continente africano, e em particular nos Grandes Lagos.
Segundo o diplomata, os conflitos armados e crises políticas que ainda prevalecem em alguns países africanos constituem o grande desafio para a UA e a comunidade internacional, porquanto travam o progresso económico e social dessas nações e não só.
"Enquanto não houver paz e estabilidade total no continente, a UA nunca terá iniciativas para o desenvolvimento do continente que não passem primeiro pela restauração de paz e segurança lá onde não existem ", sustentou.
Disse que a vontade política de todos dirigentes africanos é necessária para em conjunto combater-se este mal (conflito armado) que continua a ceifar milhares de vidas humanas e retardar o progresso económico.
Ao caracterizar a situação actual no continente, o diplomata egípcio disse que o seu país promoveu, recentemente, uma reunião no Cairo (capital do Egipto), precisamente para dar a sua contribuição no quadro de encontrar mecanismos comuns que visam reforçar a politica de instaurar a paz, segurança e estabilidade em toda África, e em particular nas zonas onde ainda prevalece a contenda.
" O governo egípcio promoveu de 26 a 28 de Agosto deste ano, uma reunião cuja agenda foi a paz e segurança em África, além de outras questões ", recordou o embaixador.
Acrescentou que, participaram nesse encontro cerca de 100 personalidades entre as quais o vice-secretário geral da ONU para manutenção de paz e o presidente da Comissão da UA, Jean Ping.
Sobre a crise política em Madagáscar e a situação da Guiné Bissau, o diplomática manifestou a sua inquietação relativamente ao primeiro caso de Madagáscar.
Na opinião do embaixador, o novo elemento nesse caso - a decisão do tribunal que condena o antigo presidente - poderá complicar a vontade política dos facilitadores.
Acerca da Guiné Bissau, o diplomata destacou o bom empenho de Angola no quadro de Comuninidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Angola assume actualmente a presidência da CPLP e o representante da UA para Guiné Bissau é o angolano Sebastião Isata.