Cabinda - O comandante da 1ª Unidade de Guarda Fronteiras em Cabinda, superintendente-chefe Lourenço Filipe Deia, disse quinta-feira, no NTó, que a falta de botes para o patrulhamento dos cem quilómetros através do rio Chiloango e na lagoa do Manenga, comuna de Massabi, tem sido uma das preocupações para o bom êxito no combate à violação da fronteira fluvial.
Lourenço Deia, que falava no acto provincial das comemorações dos 32 anos da criação da Polícia de Guarda Fronteiras de Angola, disse que, ressaltam ainda como outras preocupações, a falta de picadas para permitir as patrulhas auto e apeadas em toda a faixa da fronteira por forma a garantir maior dinâmica por parte dos efectivos no combate à imigração ilegal, tráfego de drogas e combustíveis.
Afirmou ainda que foram realizadas de Agosto de 2009 a Agosto de 2010, 155 mil e 115 operações diversas, cujo objectivo é a garantia da segurança da fronteira terrestre e fluvial estatal da província.
Informou que nas estatísticas operativas os resultados das detenções indicam que os maiores violadores são os cidadãos da República Democrática do Congo .
Tudo, segundo disse, está motivado pelo facto de a província de Cabinda partilhar a fronteira mais extensa com a RDC e por outro tendo em conta as características do relevo e condições geográficas susceptíveis a prática de violação bem como a existência de aldeias ao longo da faixa fronteiriça que também influencia de forma negativa.
No entanto, o comando provincial da Polícia Nacional em Cabinda tem vindo a intervir na criação de pequenas unidades básicas nomeadamente, destacamentos, a aplicação do sistema de cobertor curto e reforço da capacidade operativa através de órgãos administrativos nas direcções prováveis de movimento de violadores de fronteiras e não só e também o processo do aumento de abertura de picadas.
O superintendente-chefe Lourenço Deia disse existir uma acção pedagógica direccionada às autoridades tradicionais e população residente ao longo da fronteira no sentido de incutir princípios da lei Nº 2/02 sobre o regime jurídico dos estrangeiros na República de Angola.
“A população deve continuar com a dinâmica de colaboração efectiva da protecção da fronteira estatal”, denunciando todos os casos que se registam ser de imigração ilegal, permanência ilegal, auxilio a imigração ilegal, tráfego de drogas e combustíveis por formas a garantir a segurança e a inviolabilidade da fronteira.