São Tomé (Do enviado especial) – A independência de Angola catapultou o país para exercer um papel crucial na África Austral e, em particular, entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop), considerou nesta segunda-feira, o antigo presidente do MLSTP e de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa.
O político referiu que depois da paz, alcançada em 2002, Angola tem dado passos importantes para se concretizar os ideais que levaram os movimentos de libertação a lutarem pela sua independência.
"São 35 anos de luta, dor e tudo só se consegue através de sacrifícios. Houve precalços durante este tempo, mas, valeu a pena”, referiu, a propósito do trigésimo quinto aniversário que o país vai assinalar a 11 de Novembro.
Falando a jornalistas angolanos, na capital são-tomense, Pinto da Costa afirmou que Angola é um país dinâmico, em movimento, e poderá ajudar os outros países da região a encontrarem a estabilidade e o equilíbrio necessários ao seu desenvolvimento socioeconómico.
Disse que tanto o povo angolano, como o são-tomense, com a experiência que têm destes 35 anos (São Tomé já os completou no passado dia 12 do mês em curso), estão em condições de poder utilizar os ensinamentos adquiridos ao longo deste período, para dar um impulso ao processo de desenvolvimento dos seus países e ir ao encontro das aspirações dos seus povos.
Referindo-se as relações de amizade e cooperação entre os dois países as considerou de “boas”, embora ache que podia se ter feito muito mais.
“Da parte de São Tomé e Príncipe creio que devia haver uma acção maior para consolidar realmente, através da cooperação multiforme, as relações entre os dois países. São Tomé é um país pequeno, com pouco mais de 150 mil habitantes e tem um parceiro que é Angola”, descreveu Pinto da Costa.
Para o antigo estadista, Angola é para São Tomé e Príncipe um país com quem tem relações íntimas e familiares pelo que defende o estreitamento das suas relações, nos mais variados domínios.
“Os políticos deviam criar condições para que os agentes económicos angolanos e são-tomenses pudessem cooperar de forma mais intensa. E essa cooperação estreita com Angola, do ponto de vista económico e social, para mim era uma condição sine qua non para São Tomé tirar partido realmente, neste mundo cada vez mais globalizado, da situação geográfica que o país tem no Golfo da Guiné”, argumentou.