Luanda - O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, em Luanda, que o Brasil quer ter uma política de contribuição tecnológica para África, sobretudo na agricultura tropical, área em que possui "uma experiência extraordinária".
O Chefe de Estado brasileiro falava à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, na capital angolana, onde o Airbus-319 da Força Aérea Brasileira, que o trazia da África do Sul, efectuou uma escala técnica, ocasião aproveitada para o estadista sul-americano conversar, durante uma hora, com o vice-presidente angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos.
Lula da Silva disse ser muito importante trabalhar-se com a ideia de que o Brasil precisa de estar cada vez mais próximo de África, pois, na sua opinião, "o século XXI será o século da América Latina e o século do continente africano".
De regresso hoje (sábado) ao Brasil, o estadista esteve antes em Cabo Verde, Guiné Equatorial, Quénia, Tanzânia e Zâmbia, referindo que com essa digressão já visitou 27 países africanos.
Entretanto, no contexto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), na qual África tem cinco estados (Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Cabo Verde e Guiné Bissau), o presidente afirmou que o papel do Brasil "é extremamente importante, não só porque nós somos a maior população de língua portuguesa (190 milhões), como somos a maior economia".
"Eu estou convencido de que, cada vez mais, nós devemos consolidar a CPLP como instrumento importante de decisão dos países de língua portuguesa", sublinhou o Chefe de Estado brasileiro.
Luanda acolhe, a 23 de Julho de 2010, a VIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, evento em que o Brasil será representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Celso Amorim, já que o presidente Lula da Silva tenciona acompanhar de perto o problema das enchentes que se registam no nordeste brasileiro e que já vitimaram dezenas de pessoas.
Compõem a CPLP, criada a 17 de Julho de 1996, Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, Brasil, Portugal e Timor Leste.