Windhoek (Dos enviados especiais) – O presidente da Namíbia reeleito em Novembro de 2009, Lucas Hifikepune Pohamba, foi investido hoje, domingo, ao cargo, para o um segundo e último mandato, em cerimónia assistida por centenas de entidades políticas.
O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, esteve representado no acto pelo presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma, que já regressou a Luanda.
Depois do juramento de posse, Pohamba recebeu os instrumentos da República (bandeira, constituição e a insígnia) das mãos do presidente do Tribunal Supremo, tendo anunciado os nomes de Nahas Angula e Marcos Hausiko para exercerem os cargos de primeiro-ministro e vice-primeiro-ministro, respectivamente.
Ambos foram investidos aos respectivos cargos sob o olhar atónito e ovação dos cerca de 30 mil pessoas presentes no Estádio da Independência, local onde foi proclamada a independência da Namíbia, há 20 anos, cujo aniversário assinalou-se hoje.
No seu discurso de 30 minutos, Lucas Pohamba prometeu trabalhar por um país melhor durante os próximos cinco anos do seu consulado, enaltecendo os sacrifícios consentidos pelos cidadãos namibianos e daqueles que morreram pela independência do país.
O sucessor de Sam Nujoma, considerado “pai da independência da Namíbia”, apontou a estabilidade, a manutenção da paz, o combate a pobreza e a criação de condições para o contínuo desenvolvimento do país como algumas das acções inscritas na agenda do seu governo.
Analistas políticas na capital namibiana vaticinam mudanças profundas no actual quadro governativo do país, a julgar pela composição do elenco, composto por 27 membros.
Dentre as entidades políticas convidadas para o acto destacam-se os chefes de estado da África do Sul, do Botswana, do Congo Brazaville, de Moçambique, da Zâmbia, do Zimbabwe, da Tanzânia e da República Democrático do Congo.
Fizeram-se igualmente presentes à cerimónia o presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, o vice-presidente de Cuba, Jorge Risquet, entre outras personalidades históricas que contribuíram para a autodeterminação da Namíbia.