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19-03-2010 14:52

Aniversário
África do Sul defende trabalho conjunto no domínio dos direitos humanos

Luanda – As autoridades sul-africanas defendem que o trabalho de promoção dos direitos humanos deve ser realizado de forma conjunta com os parceiros da região, para que os benefícios possam ser mais abrangentes, segundo o encarregado de Negócios deste país em Angola, Sisa Ncwana.

 

 

O diplomata, que falava por ocasião do 50º aniversário do dia dos direitos humanos neste país, a assinalar-se a 21 de Março, referiu que a África do Sul não atingirá o sucesso se não trabalhar e cooperar com outros países.

 

 

Por este motivo, disse, a África do sul trabalha em cooperação com varias instituições como as Nações Unidas, no quadro da SADC e da União Africana, para que nos seus planos de desenvolvimento possam responder aos desafios dos direitos humanos, não só ao nível interno.

 

 

De acordo com Sisa Ncwana, esta data representa igualmente a vitória sobre o regime do apartheid da África do Sul.

 

 

Explicou que para comemorar esta data, estão a ter lugar actividades dentro e fora deste país para promover e exaltar os princípios fundamentais do homem e dos seus direitos.

 

 

A 21de Março de 1960, o regime do apartheid massacrou, nas localidades de Shaperville e Langa, manifestantes negros que reclamavam contra leis injustas e a favor dos seus direitos, o que resultou em 69 mortes, entre os quais velhos mulheres e crianças.

 

 

Acrescentou que "a vida dos negros sul-africano estava reduzida a zero, as pessoas não tinham se sequer cidadania".

 

 

Argumentou ainda que esta não foi a primeira manifestação ou actividade de massas que mereceu repressão por parte do regime do apartheid da Africa do Sul, mas foi a primeira de grandes proporções realizada neste país contra as leis do passado.

 

 

Para o encarregado de Negócios, isto demonstra a crueldade e forma desumana como os "racistas" do regime na altura tratavam os negros.

 

 

Disse que logo a seguir aos massacres o regime sul-africano começou a ilegalizar os movimentos de libertação como o ANC e o Congresso Pan-Africano.

 

 

Estes actos abriram caminho para que fosse lançada a luta armada, que oficialmente teve início no dia 16 de Dezembro de 1961, argumentou.

 

 

Neste sentido, as autoridades sul-africanas têm trabalhado para melhoria das condições de vida dos seus cidadãos em distintos domínios, como saúde, habitação, saneamento básico, electricidade, acesso ao ensino.

 

 

Com este objectivo, assinalou que mais de dois milhões e 800 casas foram construídas pelo Governo para as populações desde 1994 e tem o compromisso de mais rapidamente resolver as questões ligadas a promoção e garantia de habitação condigna aos cidadãos, apesar de nesta área reconhecer que ainda existem desafios por ultrapassar.

 

 
Referiu que até 1994 todas estas metas eram um grande sonho para a maioria dos sul-africanos, mas que existem ainda muitos desafios a enfrentar.





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