Luanda - O presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma, enalteceu nesta sexta-feira , em Luanda, os feitos de "grande dignidade e honra" protagonizados por mulheres angolanas.
Paulo Kassoma discursava na cerimónia de abertura da mesa redonda sobre "O papel dos parlamentos para fazer respeitar os direitos das mulheres quinze anos após Beijing".
O líder parlamentar citou como exemplo a rainha Njinga Mbandi (século XVII), como "grande lutadora e diplomata", que durante anos defendeu a intergridade territorial do seu reino e os valores culturais e tradicionais que representava, perante a administração colonial que tentava implantar o seu projecto.
Referiu-se igualmente à participação e contribuição, com arte e coragem, da mulher em todo o processo da luta de libertação nacional, reivindicando, de "corpo e alma", os valores e a identidade dos angolanos.
Paulo Kassoma declarou que para o alcance da paz em 2002 foi igualmente decisiva a vontade política do angolanos em ultrapassar os seus obstáculos e edificar um país com base na igualdade de oportunidades, particularmente, criando condições para a participação da mulher na vida política e pública.
"Alcançada a paz, e iniciado o processo de reconciliação nacional, mulheres e homens, de diferentes sensibilidades políticas, credos religiosos e origens sócio-culturais entenderam ser possível viver em harmonia e junto reconstruir a pátria, partindo para a estabilização psicológica, económica, social e familiar e criando premissas para o desenvolvimento sustentável o país", explicou.
Na ocasião, o presidente da Assembleia Nacional homenageou as mulheres angolanas.
Sobre a mesa redonda, uma iniciativa da sétima Comissão da Assembleia Nacional, afirmou que constitui "uma forma concreta de manter vivas" as recomendações da conferência de Beijing, impulsionando a colocar com maior "acuidade", nas agendas, a questão da promoção da igualdade e equidade do género.