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08-03-2010 19:08

Bengo
Político português Manuel Alegre visita Nambuangongo

Nambuangongo - O político e poeta português Manuel Alegre visitou nesta segunda-feira, o município de Nambuangongo, província do Bengo, região em que esteve a cumprir serviço militar na década de 1960.

 

Neste seu retorno a Nambuangongo, Manuel Alegre, emocionou-se ao visitar campas de soldados angolanos e portugueses que com ele estiveram a lutar naquele local durante a guerra colonial.

 

“Estou aqui com muita emoção, porque aqui se combateu, aqui morreram muitos militares angolanos e portugueses. Vejo com
muita emoção uma escola aqui, num local em que antes foram travados duros combates”, explicou.

 

O autor do poema “Nambuangongo meu amor”, que dá título a sua antologia de poemas de guerra, considera a sua visita a este
município da província do Bengo como uma peregrinação pensando naqueles que aqui morreram, sublinhando que após a guerra nasceu uma Angola independente e um Portugal livre e democrático.

 

“Hoje, de Nambuangongo, levo um pedido de uma geminação com uma vila ou cidade portuguesa e levo o pedido que as pessoas
venham para Nambuangongo. Penso que muitas pessoas, sobretudo militares portugueses gostariam de fazer esta viagem”, referiu.

 

 Manuel Alegre, candidato derrotado nas eleições presidenciais em Portugal em 2002, manifestou a sua alegria por ver uma escola do
segundo ciclo secundário naquele local onde houve muita guerra, sublinhando que “leva a imagem de uma escola a nascer e da vida
a florir num local que era de morte”.

 

 Nambuangongo é o símbolo de um período que foi muito difícil para o povo angolano e português, segundo considera o político.

 

 Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda, Portugal.

 

A sua tomada de posição sobre a ditadura e a guerra colonial levam o regime de Salazar a chamá-lo para o serviço militar em 1961, sendo colocado nos Açores, onde tenta uma ocupação da ilha de S. Miguel, com Melo Antunes.

 

Em 1962 é mobilizado para Angola, onde dirige uma tentativa pioneira de revolta militar. É preso pela PIDE em Luanda, em 1963, durante seis meses. Na cadeia conhece escritores angolanos como Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. Colocado com residência fixa em Coimbra, acaba por passar à clandestinidade e sair para o exílio em 1964.

 


Em 2005 candidatou-se à Presidência da República, como independente e apoiado por cidadãos, tendo obtido mais de 1 milhão de votos nas eleições presidenciais de 22 de Janeiro de 2006, ficando em segundo lugar e derrotando o candidato oficial apoiado pelo Partido Social (PS).

 


 

 

 

 






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