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08-03-2010 19:32

Apelo
Ministra da Comunicação Social desafia mulheres jornalistas a melhorar a classe

Angop
Ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira
Ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira

Luanda – A ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, lançou hoje, segunda-feira, um desafio às mulheres jornalistas, em particular, no sentido de melhorar o sector, ajudando a identificar os problemas, a eliminar os estereótipos.

 

A governante fez esse desafio, durante o encontro de confraternização que teve com as mulheres jornalistas de todos os órgãos de Comunicação Social, em alusão ao 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.

 

Para a ministra, as mulheres podem e devem falar de todas as matérias a nível da Comunicação Social, contrariando as teses que advogam  que as jornalistas só devem tratar questões relacionadas com sociedade,  violência e da  família.

 

 “Quero ver mais mulheres a falarem de política, a serem comentaristas de política, de desporto, de economia, neste tempo de mudanças importantes na nova Angola”, frisou.

 

Solicitou um número maior de mulheres a dignificar os angolanos e a falar para as populações, sobretudo aquelas que vivem nas
zonas mais recônditas, para as quais a modernidade, a informação é dada através dos meios de Comunicação Social quando chegam a essas terras.

 

Apelou para que estas sejam perspicazes no seu trabalho, persistentes no combate à violência contra a mulher, as práticas sociais que humilham e atentam contra a sua dignidade.

 

Durante a sua alocução, Carolina Cerqueira chamou a atenção das mulheres para que estas tenham um papel fundamental e
importante na defesa da unidade nacional, da integridade e dignidade dos angolanos.

 

“Gostaria que através das vossas canetas e penas, das câmaras que manipulam, dos microfones que seguram, da vossa voz
maravilhosa e com todas as habilidades e capacidades que vocês têm, mulheres, que sejam umas combatentes incansáveis para que a cultura da transparência, do rigor seja efectivamente desenvolvida a nível da Comunicação Social”, referiu.

 

Desejou que as presentes cultivassem um espírito de participação, inclusão, e sobretudo cidadania nas populações e que soubessem acarinhar os angolanos na sua actividade diária, desde o mais importante ao mais humilde, para que se construa uma nova Angola.

 

Solicitou as mulheres jornalistas que façam da solidariedade a sua arma na sua actividade, que haja auto-estima e a cooperação entre todas para que se possa fazer uma comunicação social melhor, mais dignificante para a classe, que responda as exigências do
dia-a-dia.

 

Pediu ainda que se eliminassem barreiras e se enfrente esse desafio de transformar a Comunicação Social num importante
parceiro para o exercício da cidadania e para efectivamente melhorar a vida de todos os angolanos.

 

Por outro lado, disse que o seu pelouro está preocupado com muitas situações no mundo, em particular com a onda de xenofobismo que afecta a República da Nigéria, pois os conflitos religiosos que se estão a desencadear naquele país estão a perturbar a paz social e a prejudicar as mulheres e as crianças que são as principais vítimas.

 

Exortou as mulheres jornalistas a serem promotoras da unidade para preservar a paz, no estreitamento de laços de amizade com a
sociedade civil e para, em conjunto, fazer uma comunicação social mais moderna, mais actuante e mais forte.

 

As Nações Unidas, em homenagem às mulheres e ao movimento de mulheres de todo o mundo proclamou o 8 de Março sob o lema “Direitos iguais, oportunidades iguais, progresso para todos”.

 

 

 

 






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