Lisboa (Dos enviados especiais) – A livre circulação dos cidadãos lusófonos no espaço da CPLP deve ser paulatina devendo, primeiro, privilegiar algumas categorias sociais e profissionais, que em virtude da sua actividade têm mais necessidade de se deslocar.
Esta intenção foi manifestada hoje, segunda-feira, em Lisboa, pelo presidente da Assembleia de Cabo Verde, Aristides Lima, no quadro da II Assembleia Parlamentar da CPLP, que inicia esta tarde em Lisboa, Portugal.
Segundo o parlamentar, a livre circulação dos cidadãos da CPLP deve ser implementada “por passos”, referindo que actualmente há mais condições para se discutir o assunto.
Lembrou que Cabo Verde aprovou, unilateralmente, em 1996, o Estatuto do Cidadão Lusófono reconhecendo determinados direitos aos cidadãos da CPLP que se encontrem no seu território tais como, o de votar nas eleições autárquicas e de aquisição da nacionalidade de forma mais fácil em relação aos outros estrangeiros.
Para Aristides Lima, esta reunião é um momento importante para a afirmação de determinados princípios, que depois serão discutidos ao nível de governos.
A II Assembleia Parlamentar da CPLP inicia as 16h00, menos uma em relação a Angola, que participa com uma delegação chefiada pelo Líder parlamentar, Paulo Kassoma.
Integram a delegação angolana os deputados, João Melo, Lúcia Tomás, Luís Reis Cuanga, Cristóvão da Cunha e Lukamba Gato.
Fazem parte da CPLP, Angola, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Brasil, Portugal e Timor Leste.