Lisboa (Dos enviados especiais) – O segundo dia da II Assembleia Parlamentar da CPLP foi dominada, no período da manhã de terça-feira, pela comunicação do líder parlamentar angolano, Paulo Kassoma, que abordou o “Reforço da cooperação no âmbito da CPLP".
Na ocasião, O presidente da Assembleia Nacional, Paulo Kassoma, reconheceu que não poderá haver reforço da cooperação entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sem uma circulação crescente e recíproca de pessoas e bens no espaço comunitário.
A apresentação do relatório anual das actividade da Rede da mulher parlamentar, foi outro assunto que preencheu a manhã dos deputados da CPLP.
Após este momento, seguiu-se o almoço oferecido aos presidentes dos parlamentos da CPLP, pelo Presidente da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, igualmente Chefe de Estado português, Aníbal Cavaco.
No período da tarde discutiu-se mais dois temas da agenda desta reunião, que encerra hoje (quarta-feira).
A directora do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, a angolana Amélia Mingas, o presidente do Assembleia de Cabo Verde, Aristides Lima, e o secretario de estado português das comunidades Portuguesas, António Braga, apresentaram o tema “A CPLP, a Língua Portuguesa, o novo Acordo Ortográfico e o papel do Instituto Internacional de Língua Portuguesa”.
À propósito, a angolana Amélia Mingas criticou os países membros da CPLP, por não ter definido ainda uma política comum em relação a língua portuguesa. “A responsabilidade pela afirmação futura do português ou da sua crise resultará do empenho das formulações politicas dos estado membros, tendentes a superar a situação vigente”, disse Amélia Mingas.
Os desafios da agenda da CPLP, apresentados pelos presidentes dos parlamentos da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, Moçambique, Veronica Macamo, e de Portugal, Jaime Gama, encerraram os trabalhos deste segundo dia da Assembleia Parlamentar da CPLP.
Em relação ao assunto, o presidente do parlamento da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, referiu que a Assembleia Parlamentar da CPLP (AP-CPLP) deve ser dotada de estruturas que se ocupem da analise e estudos de assuntos do seu domínio de acção.
Com os poderes actuais que possui, disse, a AP deve velar pela execução pratica de acordos até aqui celebrados entre os estados membros, nomeadamente, a livre circulação dos cidadãos na organização, implementação do acordo ortográfico, bem como a difusão e incremento da língua portuguesa no espaço comunitário.
A assembleia termina hoje com a adopção do documento final.
Integram a comitiva parlamentar angolana na reunião, os deputados Luís Reis Cuanga, João Melo, Cristóvão da Cunha, Lúcia Tomás e Lukamba Gato.
Fazem parte da CPLP, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Brasil, Portugal e Timor Leste.