Luanda– O ministério da Relações Exteriores (Mirex) deu a conhecer hoje que os restos mortais da escritora Alda Espírito Santo estarão em câmara ardente às oito horas de quinta-feira, na sede da União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, para que as autoridades angolanas, demais entidades e o público em geral possam prestar homenagem antes da sua transladação para São Tomé e Principe, prevista para o mesmo dia.
Segundo um comunicado do Mirex, enviado hoje à Angop, os restos mortais da nacionalista são-tomense chegarão a UEA às 8H00 e a homenagem dos diplomatas e restantes trabalhadores da embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe em Angola terá início às 9H00, enquanto que o começo do velório oficial esta previstopara às 9H45.
Farão parte do acto, titulares dos órgãos de soberania, deputados à Assembleia Nacional, membros do executivo, antigos combatentes, escritores e individualidades ligadas a cultura, bem como a sociedade civil, lê-se no documento.
Alda do Espírito Santo foi poetisa, líder nacionalista, presidente da União Nacional dos Escritores e Artistas são– tomenses, ex-presidente da Assembleia Nacional e ex-titular da Educação, Cultura e Informação.
Autora do hino nacional de São Tomé e Príncipe, Alda do Espírito Santo criou a primeira geração de jornalistas do seu país e a União de Escritores e Artistas são-tomenses.
Os seus poemas constam nas mais variadas antologias lusófonas, bem como em jornais e revistas do seu país, Angola e em Moçambique.
Nascida em Abril de 1926, Alda do Espírito Santo, também conhecida por Alda Graça, é uma figura emblemática da luta pela independência de São Tomé e Príncipe.
A poetisa são-tomense, Alda Neves da Graça do Espírito Santo, faleceu terça-feira, em Luanda, aos 83 anos, vítima de prolongada doença.