Luanda – O discurso do Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, no acto da abertura do VI Congresso do partido, indica os grandes desafios a percorrer rumo ao desenvolvimento de Angola, tendo em conta a observância de princípios que recuperam a confiança dos cidadãos em relação aos governantes.
Esta constatação é do segundo secretário do comité provincial do MPLA em Luanda, Jesuino Silva, que dissertou hoje (quinta-feira) o tema “sentido e alcance político e patriótico do discurso do Presidente José Eduardo dos Santos, na cerimónia de abertura do VI Congresso do MPLA”, durante o seminário provincial de formação política e patriótica da juventude, sob o lema “pela formação política e patriótica da juventude, JMPLA presente”.
Segundo disse, no discurso de José Eduardo dos Santos estão incluídos quatro aspectos fundamentais, nomeadamente, a observância de princípios que recuperam a confiança dos cidadãos para os governantes e para a governação, a unidade e reconciliação nacional, organização interna do partido, bem como a atenção especial às organizações do partido.
Relativamente a observância de princípios que recuperam a confiança dos cidadãos, salientou que "é impossível falar sobre a boa governação sem fazer referência a “Tolerância Zero” que culminou com a aprovação da Lei da Probidade Administrativa.
“A Tolerância Zero foi defendida e aplaudida pelo povo angolano que deseja uma Angola próspera e exemplar a nível de África, bem como no contexto das Nações. A mesma não é um instrumento opressor, mas, apela e orienta a postura que devem ter os gestores da coisa pública” sublinhou.
Neste contexto frisou que a sinceridade e honestidade de todos os angolanos, vai ajudar o Presidente José Eduardo dos Santos a atingir os objectivos que constam no programa do partido e estratégias aprovadas no VI Congresso, na promoção do bem-estar social.
Sobre a unidade e reconciliação nacional, salientou que, o Presidente José Eduardo dos Santos deu particular realce a harmonia entre os angolanos, pedindo que se banisse a expressão “tribalismo e regionalismo” no seio do povo.
No que concerne a organização interna do partido, referiu que foi apelado a criação de instrumentos que visam manter e garantir as conquistas alcançadas pelo partido, proporcionando aos militantes conhecimentos científicos e pedagógicos, com vista a responderem os desafios do futuro.
Por outro lado, sobre a atenção especial às organizações do partido, a OMA deve continuar a ser a força mobilizadora da mulher angolana e a maior organização feminina de África.
“Em vários sectores da vida pública, o MPLA deu e continua a dar as mesmas oportunidades as mulheres, com tendência a elevar a presença do género nos órgãos de decisão pública”, disse.
Quanto a juventude, frisou que a mesma deve ser preparada e educada de forma cuidada para constituir a força para no futuro conduzir os destinos do partido, na perspectiva de se manter as conquistas alcançadas.
Nesta vertente augurou a necessidade de dotar a juventude de capacidades nos vários domínios da vida humana, para estar a altura de responder os desafios.
De referir que, durante os trabalhos do VI Congresso ordinário do MPLA, realizado de 7 a 10 de Dezembro de 2009, o presidente do MPLA decretou a observância de “Tolerância Zero” aos actos ilícitos na administração pública angolana.