Luanda - A esposa do primeiro Presidente da República de Angola, Maria Eugénia Neto, lembrou nesta quarta-feira, em Luanda, que por altura da proclamação da Independência a 11 de Novembro de 1975 havia muita expectativa, misturando-se a alegria e o medo por parte dos angolanos.
Em declarações à Angop, a propósito do 34º aniversário da Independência Nacional, Eugenia Neto disse que o país estava cercado de canhões a 15 quilómetros, mas o povo angolano venceu.
Maria Eugénia Neto recordou que antes de começar a guerra os líderes angolanos escreveram a Salazar para ceder um período de
transição do poder, mas Portugal não aceitou e mandou as tropas para Angola. "Não havendo mais alternativa os nacionalistas
pegaram em armas no sentido de forçar Portugal a negociar este objectivo".
De acordo com Maria Eugénia Neto, durante os 34 anos de Independência o país desenvolveu-se, tanto no plano político como em infra-estruturas.
Defendeu a necessidade de se continuar a transmitir a história da Independência de Angola às futuras gerações, devendo investir-se mais na educação das crianças e mulheres.