Luanda – O Colectivo Miragens capitaliza a atenção dos amantes do teatro, neste sábado e domingo à noite, levando à cena, na Liga Angolana de Solidariedade para com os Povos (LASP), em Luanda, a sua mais recente obra "4 e 30".
Trata-se de um drama encenado pelo jornalista Walter Cristóvão, director do grupo, que procura resumir em palco, no espaço de uma hora, o desabamento do antigo edifício da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC), ocorrido a 29 de Março último.
Segundo o site oficial do grupo, a peça constituiu uma homenagem "à jovem Ester e a todas as detidas que pereceram no desabamento" do prédio, sendo "uma contribuição para a memória da história recente de Angola". Oito actrizes participam da encenação.
Criado a 7 de Junho de 1995, em Luanda, o Colectivo Miragens é um dos expoentes máximos das artes cénicas angolanas, a par dos grupos Elinga Teatro, Oásis, Julu, Etu-Lene, Horizonte Njinga Mbandi e Nguizane Tuxicane.
Com uma média de idade de 30 anos, o grupo Miragens vem se afirmando em alguns países africanos, como Cabo Verde, onde marca presença regular no Festival Internacional do Mindelo (Mindelact), desde 2006.
Em 1998, foi considerado grupo Revelação de Luanda e um ano mais tarde conquistou o Prémio Cidade de Luanda, com a obra "As Faces de Luanda". Em 2000, voltou a vencer o Prémio Cidade de Luanda, com "Rostos de Loanda a Luanda".
Em 2001 venceu a fase provincial do Festival Nacional de Teatro, que concurso que veio conquistar no mesmo ano, com "As Faces de Luanda". No ano a seguir, concorreu ao Prémio Nacional de Cultura e Artes.