Dondo - A cidade do Dondo, sede do município de Kambambe (província do Kwanza Norte), regista desde a última quarta-feira um movimento significativo de homens e máquinas envolvidos na preparação da terceira edição da feira da cultura, a decorrer na região de 17 a 19 de Agosto em curso, no quadro de uma iniciativa conjunta do Ministério da Cultura e do governo da província.
No quadro dos referidos preparativos, a marginal do Dondo, local indicado para acolher o evento, regista actualmente a montagem de alguns "standes de exposição" e de outras infra-estruturas de apoio no quadro dos preparativos do evento.
Segundo constatou a Angop no local, encontram-se igualmente em execução alguns trabalhos de embelezamento do pavimento, instalação de tendas e standes pré-fabricados que irão acolher os expositores dos dez municípios da província nas áreas de artes e ofícios, nomeadamente oleiros, ferreiros, indústrias gráficas e discográficas.
Em declarações à Angop, o responsável da empresa encarregue da ornamentação do recinto, Fernando Lima, apontou a próxima sexta-feira como data provável para a conclusão dos trabalhos para consequente abertura da feira cultural do Dondo.
Esclareceu que a sua empresa tem igualmente marcada a instalação no local de quatro tendas gigantes, duas das quais já concluídas, bem como um palco com nove metros quadrados de largura visando acolher os vários espectáculos músico-culturais durante o evento.
A feira cultural do Dondo constitui um evento que se realiza pela terceira vez consecutiva, após a primeira edição, em 2010, visando perpetuar a reconstituição da história do roteiro turístico e cultural do século XVII, através de uma viagem histórico-cultural nas localidades de Massangano, Kambambe e Ilhas de N’dala N’gombe, sendo que o recinto que hoje acolhe a referida feira cultural do Dondo era um lugar que albergou, durante o tráfico negreiro, os comerciantes que aportavam na circunscrição por via do rio Kwanza para trocas comerciais.
A presente edição da feira cultural do Dondo será ainda caracterizada por viagens a vários lugares históricos com realce para o N’dala N’gombe, local onde terá se refugiado a Rainha Njinga Mbande, aquando das investidas portuguesas para ocupação de Massangano, sede do Reino do Ndongo.