Dondo - O Ministério da Cultura, em parceria com o governo da província do Kwanza Norte, encontram-se actualmente empenhados no aprimoramento dos preparativos visando a realização da terceira edição da feira cultural do Dondo, no município de Kambambe, a acontecer de 17 a 19 do mês em curso.
Com vista a criação de condições para o êxito do referido evento, a comissão organizadora perspectiva a realização da actividade, pela primeira vez, num espaço vedado que deverá compreender uma área de sete mil e 600 metros quadrados.
A preparação do referido espaço efectivada com recurso a um financiamento comparticipado entre o governo do Kwanza Norte e o Ministério da Cultura, abarcou trabalhos de pavimentação com betão em toda sua extensão.
A informação foi avançada hoje à Angop pelo administrador adjunto de Kambambe, Francisco Manuel Diogo, esclarecendo que a presente edição da feira do Dondo deverá abarcar um universo de 110 espaços de exposição a serem preenchidos por artesãos, oleiros, ferreiros, escultores, escritores e músicos que queiram apresentar e autografar obras discográficas, para além de outros artistas das várias áreas da cultura nacional.
De acordo com o responsável, no local situado na margem do rio Kwanza foram ainda criadas condições de saneamento, com a construção de latrinas, para atender as necessidades dos expositores e visitantes, para além de dez espaços para serviços de bares, restaurantes e similares.
Entre as melhorias previstas para a presente edição da feira do Dondo, indicou ainda a instalação no local, por altura da feira, de espaços para os serviços de emergências afectos ao corpo de bombeiros e de prestação de primeiros socorros.
A realização da feira do Dondo vai também abarcar visitas aos vários monumentos históricos da região, com realce para uma excursão à ilha de Ndala Ngombe (na localidade de Massangano), considerado o local onde a rainha Njinga Mbandi terá se refugiado em decorrência da ocupação do reino do Ndongo pelos portugueses.
A feira da cultura do Dondo constitui uma iniciativa do governo do Kwanza Norte, em parceira com o Ministério da Cultura, destinada ao reforço da história, do roteiro turístico e cultural do século XVII, por via da realização de visitas a várias localidades correspondentes ao corredor fluvial do Kwanza, anteriormente usado pelos portugueses para o escoamento da produção do Norte e leste do país para a Europa.