Luanda – O mercado literário angolano conta desde hoje com o novo livro do escritor Luís Fernando, “Dois anos de vida. Crónicas com pessoas lá dentro. Dos figurões aos bons”, cujo acto de lançamento “atraiu” um público essencialmente jovem.
A obra, com 169 páginas, foi editada pela Mayamba Editora.
Segundo o apresentador do trabalho, o escritor Abreu Paxe, o título “Dois anos de vida” é bastante sugestivo, já que leva necessariamente a ideia de tempo.
Para si, Luís Fernando, como escritor, leva, a partir do título, o leitor a obter resultados semióticos de leitura associados aos conteúdos formais dos textos que reuniu.
“As crónicas republicadas em Dois Anos de Vida antes foram, na revista vida, destinadas à leitura semanal. Estes textos diferenciam-se de outros assinados no Jornal O País, por Luís Fernando, por não buscar exactidão na informação”, asseverou.
Para si, os textos de Luís Fernando têm um toque próprio, pois inclui em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo.
“A crónica escrita por Luís Fernando, até aqui, se aproxima ao conto na sua estrutura, pois apresenta uma introdução, desenvolvimento e conclusão, num discurso que se move entre a reportagem e a literatura, entre o oral e literário, entre a narração impessoal e a força da imaginação, entre o diálogo e o monólogo e entre a subjectividade que percorre todo discurso”, salientou.
Em poucas palavras, o autor do livro, que agradeceu os seus leitores, disse: “Hoje é dia de anos, no caso dois, de uma vida que todas as sextas-feiras é revista acoplada ao jornal, mas que com o tempo vira livro compilado com cuidado, pela Editora Mayamba”.
Luís Fernando nasceu no Uíge (Tomessa), em 1961. É jornalista desde os 17 anos de idade.
Trabalhou por mais de uma década e meia na Rádio Nacional de Angola, ocupando na emissora pública vários cargos. Sucessivamente sub-chefe de redacção, re-write, correspondente em Ilavana e director de informação.
Durante 12 anos foi director-geral do Jornal de Angola.
Está ligado ao semanário O PAÍS desde a sua fundação, em 2008.
Como jornalista, teve ainda colaboração dispersas por numerosos órgãos, tanto no país, tanto no estrangeiro (Jornal Desporto Militar, revista O Golo, Agência Angola Press, TPA, O Diário-Portugal − e Deutsche Welle, Alemanha).
Em 2009 foi admitido como membro da União dos Escritores Angolanos (UEA), depois de dez anos a publicar com regularidade.
“Noventa Palavras” é o seu primeiro livro e data de 1999.
Escreveu outras obras, como “A saúde do Morto”; “Antes do Quarto”; “João Kyomba em Nova Iorque”; “Clandestinos no Paraíso”;” A cidade e as Duas Órfãs Malditas” e “Um ano de Vida”.