Lobito - O administrador municipal do Lobito, província de Benguela, Amaro Segunda Ricardo, defendeu hoje, quinta-feira, a necessidade da reconstituição material e oral dos valores históricos que fizeram surgir a cidade ferro portuária.
O responsável fez tais declarações na cerimónia de apresentação ao público da 1ª locomotiva (máquina) do Caminho-de-ferro de Benguela que a partir desta quinta-feira ficou colocado junto a principal avenida que dá acesso à zona turística da Restinga.
Amaro Ricardo fez saber que a administração e a direcção do CFB decidiram colocar aquela antiga locomotiva numa das principais ruas, com vista a dar a conhecer aos lobitangas e turistas sobre a real história do surgimento da cidade do Lobito.
"A cidade do Lobito está ligada historicamente com o Caminho-de-ferro de Benguela e do Porto Comercial, estruturas erguidas com o fim de facilitar a circulação de mercadorias, sobretudo na exportação do minério que vinha dos países vizinhos", esclareceu.
A primeira locomotiva que se chama "General Machado foi comprada, na Inglaterra, pelo CFB e entrou em funcionamento em 1905 e tinha como missão facilitar a transportação do material de construção do Caminho-de-ferro de Benguela, cujas obras iniciaram 1903.
A máquina, de acordo as fontes orais de anciões ligados ao CFB, facilitou o trabalho de transportação de carris da linha-férrea que antes de 1905 era feito pelos homens indignas.
Lembrar que os trabalhos da construção do CFB iniciaram em 1903 tendo terminado a 28 de Agosto de 1928, sendo concebidos e dirigidos pelo engenheiro inglês Robert Willian.
Na senda de resgate ou reconstituição da historia do Lobito, vários monumentos ou memoriais estão a ser erguidos, com destaque a Rotunda em homenagem aos camionistas falecidos nas estradas durante o conflito armado e do memorial dos ex-trabalhadores da antiga companhia açucareira do Cassequel.
A rotunda do "Guindaste", que simboliza actividade portuária, também faz parte dos memoriais da cidade do Lobito.