Luanda – “O tempo tudo destrói menos o pão” é o título da primeira exposição individual do pintor angolano Kabudy Ely, a estar patente de 12 a 21 de Julho deste ano, numa das unidades hoteleiras de Luanda.
Na amostra, composta por 15 pinturas concebidas em acrílico sobre tela e técnica mista, o artista plástico narra simbólica e historicamente a importância do pão em Angola nas décadas 80 (período da economia planificada) e de 90 (fase de transição para a economia liberal).
Kabudi Ely, que falava hoje à Angop, disse que “O tempo tudo destrói menos o pão” é a expressão visual e plástica de uma pequena viagem a essa existência histórica do pão na vida do homem.
“As reflexões e questões que o percurso desse casamento nos suscita, ao simbolismo que o envolve, enfatizando o pão no contexto Africano/Angolano, inserido num processo de produção, distribuição e consumo de economia planificada dos anos 80 e de transição dos anos 90”, asseverou.
Por sua vez, as prefaciadoras do catálogo da exposição, Sandra Gaspar e Orisa Gomes, dizem que Kabudi Ely apropria-se de coisas aparentemente simples como o pão, com índole simbólica surpreendentemente importante para o contexto humano, que perdem visibilidade na correria que o quotidiano moderno impõe.
“Esta obra é pois um feliz veículo conducente a juízos estéticos heterogéneos, onde conectam-se harmoniosamente a tentativa de fazer arte, o belo e o gosto”, ressaltam no texto.
Nascido em 1972, na província do Kwanza Sul, o autor pinta há 20 anos, sendo que já participou em diversas exposições colectivas em Angola e no estrangeiro, em países como Portugal, Alemanha, Portugal e Noruega.
É membro da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP).