Lobito - Os trabalhos de escavação da baleia e outras pesquisas nas estações arqueológicas denominadas Dungo 4 e 5, no município da Baia Farta, província de Benguela, se encontram paralisados devido à falta de meios financeiros e materiais.
De acordo com o director-geral do Museu Nacional de Arqueologia, Paulo Valongo, que falava à Angop, à margem da visita que a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, as estações arqueológicas do Dungo (Baia Farta), no quadro do trabalho que realiza na província de Benguela, o Museu Nacional de Arqueologia tem vários projectos de pesquisa, mas por falta de recursos financeiros e materiais estão paralisados.
O director-geral da instituição ligada a descoberta da história da humanidade, através dos restos fósseis deixados pelos antepassados no país, realçou existirem várias regiões onde se pode encontrar material que ajuda a reconstituir o passado.
Apesar das dificuldades financeiras e materiais, Paulo Valongo acredita que com a paz e estabilidade económica que o país está a registar, as entidades encontrarão formas para se investir no trabalho de pesquisa científica, sobretudo dos museus.
O primeiro trabalho conhecido e publicado sobre a cartografia arqueológica em Angola data a 1959 e foi descoberto por funcionários que trabalhavam nos Serviços de Geologia e Minas de Angola.
Já a partir de 1970, os arqueólogos Santos Júnior e Carlos Ervedosa, ao serviço da Universidade de Angola, produziram dois trabalhos sobre o cocheiro de Benfica (Luanda) e outro em relação ao abrigo Kaniniñiri (Mungo) província do Huambo.
O trabalho do Museu Nacional de Arqueologia começou a se fazer sentir no país em 1979 quando a direcção daquela instituição ofereceu uma peça ao primeiro presidente do país, António Agostinho Neto, na sua última visita a Benguela.
Actualmente o Museu Nacional de Arqueologia controla 47 estações arqueológicas e 8.118 objectos que revelam o passado da humanidade a milhões de anos.