Lobito - A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, aconselhou nesta terça-feira, em Benguela, a direcção do Museu Nacional de Arqueologia a incentivar os técnicos da instituição a proceder a trabalhos de pesquisa e exploração arqueológica em todo o país.
De acordo com a governante, que falava durante o trabalho de campo que efectuou na estações arqueológicas do Dungo 4 e 5 no município da Baia Farta, no quadro da visita à província de Benguela, o país tem várias localidades onde se pode buscar os conhecimentos históricos dos primeiros habitantes.
Rosa Cruz e Silva apontou as províncias do Huambo, Zaire, Namibe as Lunda Norte e Lunda Sul como regiões onde existem várias materiais que ilustram que foram regiões habitadas pelo homens há milhões de anos e que os especialistas devem dominar.
De acordo com a ministra, apesar de existirem várias dificuldades do âmbito financeiro e técnico que os museus atravessam, em particular os técnicos ligados à arqueologia, é necessário que se faça algo de modo a que os jovens estudantes estejam informados do que foi a realidade do país há milhões de anos.
A dirigente do sector da cultura no país fez saber que o novo estatuto que os museus poderão ter nos próximos tempos, do ponto de vista de autonomia financeira, ajudar os gestores de instituições museológicas a definir as suas estratégias de trabalho.
Por seu turno, o director no Museu Nacional de Arqueologia, Paulo Valongo, em declarações à Angop, fez saber que a instituição tem vários projectos de expansão dos estudos e busca de materiais arqueológicos em todo o país.
Paulo Valongo adiantou que por falta de recursos financeiros, os trabalhos de escavação na estação arqueológica do Dungo 4 e 5 da Baleia e outros fósseis ósseos e líquidos iniciadas em 2002 se encontram paralisados e sem previsão de retomada breve.