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02-09-2010 11:10

Esclarecimento
Cidadãos devem pagar selo de autenticação para levar peças de artesanato fora do país

Angop
Manuel Sebastião, director provincial da Cultura de Luanda
Manuel Sebastião, director provincial da Cultura de Luanda
Luanda - Os cidadãos que queiram levar peças de artesanato para fora do país pagam um selo de autenticação disponível em lojas de venda de obras de artesanato e no Instituto Nacional do Património Cultural, afirmou hoje, em Luanda, o director provincial da Cultura, Manuel Sebastião.
 
O selo, cujo valor não ultrapassa os 20 kwanzas, de acordo com o entrevistado, é uma forma de impedir que obras de grande valor museológico sejam levadas para fora, deixando o país pobre no que toca à sua história e ao seu acervo cultural.
 
“O Governo, através do Ministério da Cultura, criou este mecanismo para impedir que cidadãos desonestos levem obras de valor incalculável do acervo nacional. É um valor tão irrisório que só não paga quem age de forma desonesta”, asseverou a fonte.   
 
Falando à Angop sobre o actual estado do mercado artesanal no país, Manuel Sebastião avança que todos os cidadãos que queiram levar peças de artesanato para fora do país são obrigados a recorrer a locais previamente estabelecidos para obterem o respectivo selo.
 
“As autoridades alfandegárias do país estão orientadas a não deixar passar as fronteiras nacionais qualquer peça artesanal que não tenha o respectivo selo”, disse.
 
Relativamente ao preço pago, Manuel Sebastião avançou que se está a reflectir no sentido de se chegar a uma conclusão quanto à manutenção ou não deste valor. “Sabem que as peças de artesanato têm um valor turístico, razão pela qual é facilitado, em termos de valor do selo, para que os turistas possam levar recordações da cultura angolana para os seus países”, defendeu.
 
De acordo com Manuel Sebastião, a defesa da cultura angolana exige dos cidadãos e do Governo acções concretas e rigorosas, a fim de evitar que pessoas aproveitadoras dilapidem o acervo histórico cultural, em prejuízo das gerações vindouras.
 
“A defesa da cultura, da nossa identidade exige do Governo e dos cidadãos nacionais vigilância redobrada, principalmente nas nossas fronteiras e é neste sentido que o selo funciona. Quem tentar levar uma peça de artesanato sem selo pode ter a certeza que não passará nas Alfândegas nacionais”, adiantou.





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