Luanda - Os cidadãos que queiram levar peças de artesanato para fora do país pagam um selo de autenticação disponível em lojas de venda de obras de artesanato e no Instituto Nacional do Património Cultural, afirmou hoje, em Luanda, o director provincial da Cultura, Manuel Sebastião.
O selo, cujo valor não ultrapassa os 20 kwanzas, de acordo com o entrevistado, é uma forma de impedir que obras de grande valor museológico sejam levadas para fora, deixando o país pobre no que toca à sua história e ao seu acervo cultural.
“O Governo, através do Ministério da Cultura, criou este mecanismo para impedir que cidadãos desonestos levem obras de valor incalculável do acervo nacional. É um valor tão irrisório que só não paga quem age de forma desonesta”, asseverou a fonte.
Falando à Angop sobre o actual estado do mercado artesanal no país, Manuel Sebastião avança que todos os cidadãos que queiram levar peças de artesanato para fora do país são obrigados a recorrer a locais previamente estabelecidos para obterem o respectivo selo.
“As autoridades alfandegárias do país estão orientadas a não deixar passar as fronteiras nacionais qualquer peça artesanal que não tenha o respectivo selo”, disse.
Relativamente ao preço pago, Manuel Sebastião avançou que se está a reflectir no sentido de se chegar a uma conclusão quanto à manutenção ou não deste valor. “Sabem que as peças de artesanato têm um valor turístico, razão pela qual é facilitado, em termos de valor do selo, para que os turistas possam levar recordações da cultura angolana para os seus países”, defendeu.
De acordo com Manuel Sebastião, a defesa da cultura angolana exige dos cidadãos e do Governo acções concretas e rigorosas, a fim de evitar que pessoas aproveitadoras dilapidem o acervo histórico cultural, em prejuízo das gerações vindouras.
“A defesa da cultura, da nossa identidade exige do Governo e dos cidadãos nacionais vigilância redobrada, principalmente nas nossas fronteiras e é neste sentido que o selo funciona. Quem tentar levar uma peça de artesanato sem selo pode ter a certeza que não passará nas Alfândegas nacionais”, adiantou.