Lisboa (Do enviado especial) – O cantor angolano Yuri da Cunha e os seus convidados fizeram vibrar nesta sexta-feira, no Campo Pequeno, em Lisboa, mais de seis mil pessoas que assistiram de perto o concerto do autor de “Ta Doer”, denominado "Sou lusófono".
O show, que durou cerca de três horas, foi aplaudido por uma plateia alegre e participativa, que acompanhou em uníssono todas as músicas, aumentando a inspiração do considerado "show man", que encantou os presentes também com as suas danças peculiares.
O espectáculo teve como "momentos altos"a participação da cantora angolana Pérola, que encantou com um dos seus maiores sucessos "Doida", assim como formou parelha bem sucedida com Yuri da Cunha na faixa "PPP", além da passagem do líder da banda os Garimpeiros, Jiovani, no dueto com Yuri, em "Candongueiro".
O ambiente, que foi aumentando a sua temperatura com o passar do tempo, registou ainda momentos de realce com a aparição do sempre "agitado" o cabo-verdiano Jorge Neto, referência da banda Livity, com o tema "Dilo".
A actuação do conceituado músico português Rui Veloso, com a canção "Paixão, também foi aplaudida. Ele ainda formou um dueto com Yuri da Cunha, em "Três meses".
O estilo rap também teve o seu espaço, através do cantor luso português Boss AC, que interpretou a faixa "Hip-hop", antes de se juntar a Yuri da Cunha na canção "Muxima".
Foi nessa linha melódica que surgiu Barceló de Carvalho "Bonga", elevando ainda mais os aplausos da população com os temas "Dia Kalunga" e "MonaKonguixa".
Mas a noite conheceu o seu verdadeiro apogeu com a entrada em cena dos "Lambas", também conhecidos por "Demónios do Sambizanga" que mereceram os maiores aplausos da plateia com as músicas "Comboio" e "Mama di".
Os "Lambas", liderados pelo seu principal vocalista "Nagrelha", apresentaram ainda um repertório de vários esquemas de dança kuduro, para o delírio da população que não mais se sentou até ao "cair do pano".
Por sua vez, Yuri da Cunha, a principal figura do espectáculo, não desfraldou as expectativas dos presentes, confirmando a sua "boa forma" artística na vertente do canto e da dança.
O "Show man" apresentou um reportório para o agrado de muitos presentes, com destaque para os seus últimos grandes sucessos, como "Macumba", "Simão", "Ta doer", "Quero Saldo" "Três meses", "PPP", 20 anos" e "Homem é bom".
Yuri da Cunha exibiu ainda as faixas "Zig zig", "Kuma kwa kié", "Krukutetas", "Cheiro bem", "Próprio mwangolé", "E tudo mudou" e "Amigo", enquanto no campo da dança mostrou os seus dotes nos estilos "semba", "kizomba", "milindro" "lava à mão" e " ladjum".
O espectáculo, apresentado pelo humorista e apresentador de televisão o angolano Pedro Nzaji, encerrou com muitos aplausos e pedido de bis por parte de uma plateia que não parava de dançar e cantar.
No plano artístico, o espectáculo teve o suporte da banda de Yuri da Cunha, composta por Dinho (bateria), Carlitos Chiemba (baixo), Texas (solo e ritmo), Joãozinho Morgado (percussão), Chalana Dantas (percussão), Nelas do Som (guitarra), Tavinho (teclados), os coristas Lito Graça, Faustudo e Neuma, e pelas bailarinas Filomena e Bela.
Na plateia, destacaram-se, entre outros, diplomatas, empresários, futebolistas, músicos, estilistas, actores, entre outras personalidades nacionais.
O espectáculo de Yuri da Cunha teve a realização da LS Produções, enquanto que a produção artística está a cargo das produtoras angolana Kriativa e da portuguesa Praça das Flores.
Yuri da Cunha realizou nos finais de 2009 uma "tournée" conjunta com o cantor italiano Eros Ramazzotti, pela Europa, que permitiu ao artista nacional assinar um contrato com a produtora multinacional Sony.