Luanda – Uma sessão de debate sobre a obra “O Homem que não tira Palitos da Boca” do escritor angolano, João Melo, foi realizada hoje no Instituto Camões, em Luanda, pela Editora Nzila.
Falando sobre o conteúdo da obra, a professora de Língua Portuguesa, da Universidade Lusíada, Fátima Fernandes referiu que João Melo apresenta a público histórias de casais e traições (infidelidades), o tema das raças, cores de pele e classes sociais, assim como aborda a questão do assassinato piedoso.
O autor, suetenta a professora, “usa uma linguagem técnica, semiótica, de lógica formal e jurídica – obsessivamente perfeccionista, requintada, paranoicamente explicativa para realçar, formalmente, com uma lógica administrativa, política, económica, o quotidiano de miséria, prostituição e indecência”.
Com essa línguagem, ele explica ainda a “malfeitoria e sacanice (no Sambila e outros bairros) de pobres e cidadãos abandonados".
Por sua vez, o jornalista Luís Fernando refere que João Melo “leva ao ponto de rebuçado o uso da teoria da literatura e da linguagem tecnocrata, como subtexto para o humor, divertindo os leitores tanto com as situações cómicas em que os personagens chafurdam, quanto com os chistes semióticos dos narradores”.
Autor das obras "Filhos da Pátria", "O que comeu a primeira vez a madrugada", "O dia em que o Pato Donald comeu pela primeira vez a Margarida" é jornalista,, escritor, publicitário e professor universitário.