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11-03-2010 20:48

Escritora
Participação da mulher na cultura é crescente- considera escritora

Angop
Escritora angolana Kanguimbo Ananás
Escritora angolana Kanguimbo Ananás
Luanda – A escritora Kanguimbo Ananás considerou nesta quinta-feira, em Luanda, a participação da mulher angolana nas várias áreas da Cultura como crescente, pois já se pode ver mulheres ligadas às artes plásticas, dança, música, literatura, entre outras, assim como desempenhando bem o seu papel.
 
A escritora, que falava em entrevista à Angop, reconheceu que ainda não foi atingido o objectivo, que é o de mais mulheres ligadas a arte, salientando que para tal deve haver escolas de formação, tendo como professores indivíduos abalizados na matéria, bem como parcerias com outros países dos PALOP para que se possa ter uma cultura muito mais forte.
 
Precisa-se igualmente de mais impulso e sensibilidade por parte da sociedade e as mulheres que possuem potencial académico nesta área devem também apoiar as outras que têm muita vontade, dom e talento.
 
Kanguimbo Ananás fez igualmente referência ao apoio financeiro, porque todo artista precisa de apoio.
 
Por exemplo, do ponto de vista literário, para a tiragem de livros tem-se dado pouco apoio em relação a música, pelo que se pretende mudar este quadro.
 
Apelou ao incentivo ao gosto pela leitura, que passa pela existência de mais livros, já que muitos raramente têm no seio da família. Frisou ser preciso que as escolas e a sociedade tenham essa tarefa.
 
Por seu turno, Aminata Goubel corroborou com a opinião da escritora, dizendo que nos últimos tempos a mulher angolana tem feito novos desafios e mostra capacidade e habilidades que pode estar ao lado dos seus companheiros ou colegas.
 
“Nós somos sinónimo da vida, da existência do mundo, então temos mais sensibilidade para arte. A arte tem a ver com cultura. Nós quando embalamos os nossos filhos no colo já cantamos, contamos histórias,. Por isso quer dizer que a mulher nasceu com cultura, com arte e agora vem demonstrando a sua capacidades”, realçou.
 
Diz haver mulheres que agora já esculpem a madeira, trabalham com a pedra, tocam a marimba, entre outros actividades culturais.
 
Para si, cabe agora maior promoção para o descobrimento de mais mulheres ligadas a arte, seguida de formação, porque precisa-se de base e isso passa pela formação.  
 
Igualmente, a escritora Chô do Guri reconheceu a participação aceitável da mulher angolana em vários ramos, não só cultural.
 
Segundo ela, é preciso que haja entre as senhoras mas coerência, ou seja um elo de ligação para que estejam mais unidas.
 
“Hoje não há mais aquele tabú de que a mulher deve deixar de fazer determinadas tarefas, antes destinadas para os homens”,disse.
 
Considera ser preciso que se incentive cada vez mais mulheres nesta senda, porque vão deixar como legado para as novas gerações, ressaltando que "o legado não é pegar numa coisa já feita e dar a alguém, mas sim mostrar as novas gerações que antes de nós já haviam outras mulheres, o que é muito importante para que possam estar também entrosadas umas com as outras".
 





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