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09-02-2010 11:23

Entrudo
Unidos do Caxinde - um revolucionário em busca da afirmação

Angop
Unidos do Caxinde revoluciona Carnaval angolano
Unidos do Caxinde revoluciona Carnaval angolano
Luanda – O Grupo Unidos do Caxinde, fundado a 27 de Março de 2001, surgiu no Carnaval de Luanda como um visível contestatário do formato tradicional do Entrudo, ao qual procurou introduzir, por quase três anos, elementos estéticos modernos, assentes na coreografia brasileira.  
 
A agremiação, primeira classificada da classe A na edição de 2005, começou como uma “gigantesca” falange de suporte ao União Mundo da Ilha, levando à Marginal figuras de referência na literatura, música e jornalismo, tais como Artur Pestana “Pepetela” e Jacques dos Santos.
 
Participante em oito, das trinta e uma edições disputadas desde 1978, apresenta o verde e o branco como cores predominantes das indumentárias, tendo como média de desfile mais de 600 figurinos por ano.
 
Diferente de outros grupos, o Unidos do Caxinde procura inovar inclusive nas fontes de captação de receitas para os desfiles, promovendo, regularmente, festas e concursos para materialização desse objectivo, além de contribuições espontâneas dos seus associados.
 
Além da bandeira, que representa o símbolo maior do grupo, o mesmo desfila normalmente com outras figuras identitárias, como o Comandante, a Corte e a Porta-Bandeira.
 
O seu primeiro Comandante foi Guida de Almeida, passando pelo músico Diabick, e neste momento, desde há três edições, Paulo Sete, o cidadão Benedito Tchingando, tem comandado o Unidos do Caxinde.
 
Em 2009, integraram a sua Corte um Rei, Rainha, Príncipe e Princesa.
 
A sua primeira Rainha foi Rosaria Patrícia Cordeiro da Mata (Lina), tendo como princesa Antónia Albino Lourenço. Tomás Justino dos Santos foi o Príncipe, embora tenha sido Rei por um ano, por impedimento do titular.
 
A professora de dança Isaura Espírito de Oliveira é a sua porta-bandeira, com a qual procura chamar a atenção pela sua elegância e exuberância, que coloca na sua forma de exibir-se em desfile.
 
A coordenação do grupo é assegurada há dois anos por Joaquim Victor da Costa, mais conhecido por Quim Costa, que conta com o apoio de Kina Santos, Narciso Jesus, Jorge Malamba, Margarida Pedro, Való e Reinaldo.
 
A eles se vem devendo todo o trabalho de mobilização popular que se faz, tanto para os ensaios, quanto para os desfiles.
 
Em 2008, o grupo contou com as participações dos músicos Filipe Zau e Filipe Mukenga, que fizeram a composição da letra e música que enquadrou o desfile, além de Jorge Antunes na coordenação do tema do enredo.
 
Anteriormente, contava na parte da letra e música com as participações de Dionísio Rocha, Eduardo Paim, Diabick, Manuel Victória Pereira, Bibi, além do Presidente da Associação Chá de Caxinde, Jacques dos Santos.
 
O grupo defende uma filosofia própria sobre a festa do Carnaval e, quando desfila, dá sobretudo uma lição de querer, de cumprimento das promessas, procurando contribuir para o desenvolvimento académico e social dos jovens.
 
Segundo no desfile de 16 de Fevereiro, tem como marca a dança Semba.





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