Luanda - O director da Empresa Nacional de Distribuição do Cinema (Edicine), Lourenço Roque, reconheceu hoje (terça-feira) que algum esforço tem sido feito para melhorar a qualidade dos filmes produzidos em Angola.
Em declarações à Angop, Lourenço Roque referiu que o Ministério da Cultura tem estado a trabalhar para dotar os candidatos a realizadores e produtores com material cinematográfico ou conteúdos audiovisual.
O responsável reforçou a necessidade de capacitar os produtores com algumas técnicas e regras para na medida em que forem produzindo tenha um certo cuidado sobre a temática.
Na sua opinião, os produtores não devem se esquecer que para a realização do filme é necessário um roteirista e de vez em quando basear os seus filmes em obras de algum escritores angolanos.
Para que esta situação seja ultrapassada, prosseguiu Lourenço Roque, é necessário formação com seminários, orientados por peritos nacionais e estrangeiros, para na medida em que forem produzindo melhorem a temática.
"Para um país como Angola que está a recomeçar, onde a indústria cinematográfica é incipiente e com muitas dificuldades, há jovens com iniciativas e meios próprios que se arrojam, não respeitando determinados parâmetros"
De acordo com o responsável, todos os filmes, a semelhança do que acontece nos outros países, deve passar por uma avaliação que vai desde a classificação dos filmes e contribuir para o Orçamento Geral do Estado com o pagamento de uma taxa.
Lourenço Roque afirmou que em qualquer parte do mundo quando se faz um filme as autoridades vocacionadas para o efeito devem ser informadas sobre quando se pretende exibir e socializar o filme.
Recordou que existe um procedimento universal para a classificação dos filmes e em função do tema pode-se saber se a produção é para os seis, 13 ou 18 anos de idade.
"Se o filme tiver muita troca de tiros ou outras cenas violentas não pode estar sujeito a menores, por isso deve existir um policiamento por parte dos pais e responsáveis das salas de cinema, impedindo que as crianças estejam submetidos a violência audiovisual", rematou.